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economia
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Ibovespa sobe 1,16% apesar de tensões com EUA

Mercado financeiro responde a apetite por risco global.

Ricardo Alves02 de junho de 2026 às 18:25
Ibovespa sobe 1,16% apesar de tensões com EUA

Nesta terça-feira (2), o Ibovespa registrou uma valorização de 1,16%, alcançando 174.197,10 pontos, após uma sequência de cinco dias em queda. Este desempenho ocorreu em um ambiente de maior apetite por risco no mercado internacional, mesmo diante de novas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Tensão Comercial

Relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugere a possibilidade de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros no próximo mês.

O índice flutuou entre uma mínima de 172.198,54 pontos e uma máxima de 174.894,05 pontos durante o dia. No acumulado da semana, o índice teve uma pequena alta de 0,24%, e no ano já apresenta crescimento de 8,11%. O volume financeiro do pregão foi de R$ 22,7 bilhões.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu ministros para conduzir as negociações com os EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instruiu que as discussões com a administração Biden sejam geridas em nível técnico pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Indústria, Comércio Exterior e Serviços). O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou a reação de 'indignação' do Brasil à proposta de sobretaxa do USTR.

Além da valorização do Ibovespa, o dólar caiu para R$ 5,00 e as taxas de juros futuros apresentaram recuo. As ações da Vale ON subiram 4,04%, enquanto CSN, Usiminas e Gerdau tiveram altas expressivas, de 8,85%, 8,57% e 6,53%, respectivamente. Em contrapartida, a Petrobras viu suas ações ordinárias e preferenciais caírem 0,62% e 0,53%, respectivamente.

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A possibilidade de sobretaxa pelos EUA pode ser interpretada como um choque de incerteza, afetando de maneira distinta os setores

Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos.

Simioni comentou que o impacto dessa medida dependerá do seu alcance, das exceções consideradas e das possibilidades de negociação. Ele alerta que a evolução das conversações determinará se a taxa se aplicará a setores específicos ou de forma mais ampla.

Até que o USTR detalhe as tarifas, a análise sobre os impactos em produtos agropecuários, agroindustriais e demais exportações brasileiras fica condicionada à disponibilização de informações oficiais adicionais.

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