Ouro supera US$ 4 mil após queda do dólar e dados do PCE
Mercado reage à leve recuperação e negociações no Oriente Médio

O preço do ouro encerrou a quinta-feira, 25 de dezembro, superando a marca de US$ 4 mil, refletindo uma recuperação após a queda inicial que viu o metal precioso chegando a ser cotado na faixa de US$ 3.900 durante a sessão. Essa alta veio em resposta à desvalorização do dólar e à divulgação de dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que vieram abaixo das expectativas.
Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Comex), o contrato de ouro para agosto fechou em alta de 1%, valendo US$ 4.047,6 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,47%, alcançando US$ 58,361 por onça-troy. Esse movimento foi amplamente influenciado pela menor aversão ao risco dos investidores, conforme avaliado pelo TD Securities.
✨ Os analistas alertam que, apesar da recuperação, a tendência de queda no preço do ouro pode continuar nos próximos meses.
Entretanto, o TD Securities observa que a melhora no mercado pode não se sustentar a longo prazo, já que os dados de inflação, mesmo abaixo das expectativas, ainda estão distantes da meta do Federal Reserve (Fed). Nesse sentido, a Capital Economics também enfatiza que o preço do ouro ainda não atingiu seu piso, prevendo que deverá enfrentar novas quedas nos próximos 18 meses.
Contexto do Mercado
Recentemente, o mercado está atento às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que estão em constante evolução. Um relatório do Wall Street Journal destacou que Teerã sugeriu um pedágio para a navegação no Estreito de Ormuz, o que pode influenciar ainda mais as dinâmicas econômicas da região.
Adicionalmente, um dólar mais fraco proporcionou um suporte ao preço dos metais preciosos nesta quinta-feira, embora especialistas esperem que a moeda norte-americana mantenha uma tendência de alta nos próximos meses.
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