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economia
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Volkswagen anuncia corte de 100 mil empregos e fechamento de fábricas

Gigante automotiva intensifica reestruturação devido à concorrência chinesa

Tiago Abech26 de junho de 2026 às 08:35
Volkswagen anuncia corte de 100 mil empregos e fechamento de fábricas

A Volkswagen está se preparando para um corte drástico de até 100 mil empregos e o fechamento de quatro de suas fábricas na Alemanha, segundo informações do Financial Times divulgadas na última sexta-feira. Essa medida é parte de uma estratégia mais ampla de contenção de custos em meio à crescente competição com montadoras chinesas no mercado global.

Se esse plano for confirmado, ele pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística, superando cortes significativos registrados pela General Motors nos anos 90 e pela IBM em 1993. Atualmente, a Volkswagen conta com cerca de 625 mil funcionários em todo o mundo, tornando a porcentagem de demissões proporcionalmente alta.

Essas novas demissões podem somar-se às 50 mil vagas que a empresa já havia anunciado que pretende eliminar até 2030.

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, está comprometido em reduzir a estrutura da empresa para focar nas principais operações automotivas. Recentemente, a montadora vendeu sua divisão de motores marítimos, a Everllence, para a Bain Capital, por 7,4 bilhões de euros, um movimento estratégico que ajuda a reforçar o caixa da companhia.

As propostas de reestruturação surgem em um cenário de dificuldades, como tarifas americanas, tensões no Oriente Médio e um mercado em declínio na China. A empresa já havia fechado anteriormente uma pequena fábrica em Dresden e está à procura de compradores para sua unidade em Osnabrück, que deve interromper a produção em breve.

As quatro fábricas que poderão ser encerradas são localizadas em Emden, Zwickau, Hanover e a unidade da Audi em Neckarsulm.

Apesar de ter declarado que o fechamento de fábricas não é a sua opção preferida, Blume expressou preocupações quanto à elevada concorrência, ressaltando que as vendas de veículos novos na Europa já têm uma contribuição significativa das fabricantes chinesas.

Impacto nas Relações Sindicais

Os planos de demissão geraram uma forte reação negativa entre os representantes dos trabalhadores, que advertiram que resistirão a qualquer ação que considere prejudicial a seus direitos. Entre os líderes sindicais, Daniela Cavallo, do conselho da Volkswagen, manifestou uma clara oposição à proposta.

Enquanto os detalhes do novo plano devem ser apresentados ao conselho de supervisão da Volkswagen em breve, a empresa reafirmou sua posição de não antecipar suas deliberações. Representantes da indústria têm se manifestado sobre as consequências deste plano e a necessidade de uma abordagem mais ponderada por parte da diretoria.

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