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Crise energética global se agrava com conflitos no Oriente Médio

Diretor da AIE alerta sobre os riscos de escassez de energia

Camila Souza Ramos30 de abril de 2026 às 07:40
Crise energética global se agrava com conflitos no Oriente Médio

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que o mundo está enfrentando a maior crise energética de sua trajetória, influenciada pela guerra no Oriente Médio e pela desestabilização no comércio de combustíveis fósseis.

Ele ressaltou que, assim como a invasão russa da Ucrânia em 2022, o atual conflito no Oriente Médio destaca a dependência global dos hidrocarbonetos. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma passagem estratégica que transporta 20% do petróleo e gás natural liquefeito do planeta, fez com que os preços do barril subissem para patamares não observados em quatro anos.

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte atingiu 126 dólares, enquanto os EUA implementam um bloqueio naval em torno dos portos iranianos.

A contínua interrupção desse corredor marítimo vital para o comércio internacional tem o potencial de provocar escassez e problemas de abastecimento a longo prazo. Durante um evento da AIE em Paris, Birol alertou que o aumento dos preços está gerando pressão significativa sobre diversas nações.

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O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história

Fatih Birol, diretor da AIE.

Em sua fala na conferência dedicada às energias renováveis, o diretor enfatizou que os mercados de petróleo e gás estão prestes a enfrentar desafios severos. Paralelamente, Murat Kurum, presidente da próxima cúpula climática COP31 na Turquia, abordou a necessidade urgente de acelerar a mudança para fontes de energia limpa.

Kurum destacou que a economia global precisa urgentemente reformular seu modelo energético, priorizando as energias limpas.

Ele afirmou que agora é evidente que a transição para energias mais sustentáveis não pode esperar, tornando-se uma etapa crucial para garantir um futuro energético seguro.

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