Estudo da Petrobras revela a distribuição de derivados de petróleo e os impactos da transição energética.

A obtenção de produtos a partir do petróleo continua a ser um dos principais componentes da matriz energética e industrial brasileira, demonstrando a versatilidade de um barril refinado.
De acordo com Marcelo Gauto, gerente da Petrobras, as porcentagens apresentadas refletem a produção de cada derivado por barril de 159 litros de óleo refinado em 2025. O diesel ocupa a liderança, representando 38,3% ou 60,9 litros, utilizado essencialmente em veículos pesados.
A gasolina segue na segunda posição, com 24,4%, correspondendo a 38,8 litros, destinados ao abastecimento de veículos leves. O GLP, por sua vez, tem uma participação de 6,0%, cerca de 9,5 litros, aplicado predominantemente como gás de cozinha.
"Os derivados de petróleo são fundamentais para o funcionamento de diversos setores, mas a transição energética traz novos desafios
✨ Os percentuais de cada derivado podem variar conforme o perfil das refinarias e suas técnicas de processamento.
A nafta, com 4,3% ou 6,8 litros, é relevante para a petroquímica, enquanto o querosene de aviação, que representa 4,7% ou 7,5 litros, é utilizado na aviação. O óleo combustível ocupa 14,3%, equivalente a 22,7 litros, e o coque, com 3,7% ou 5,9 litros, é empregado na siderurgia.
À medida que a demanda por derivados apresenta diminuições desiguais, a indústria de refino tanto no Brasil quanto no exterior enfrenta um panorama desafiador.
Particularmente, a gasolina deverá sofrer uma queda na sua utilização, impulsionada pela crescente eletrificação e pelo avanço dos biocombustíveis. Mesmo assim, a importância do petróleo e seus derivados se mantém ao longo desse movimento de transição.
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