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Esporte
2 min de leitura

Uefa decide boicotar futuras Copas do Mundo da Fifa

Conflito entre Uefa e Fifa se intensifica com planos de capital privado

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 19:20
Uefa decide boicotar futuras Copas do Mundo da Fifa

A Uefa tomou uma decisão importante ao votar pelo boicote às futuras Copas do Mundo, tanto masculinas quanto femininas, como resposta aos planos da Fifa de injetar capital privado nas competições, um movimento anunciado por Gianni Infantino.

Esse embate é mais um capítulo na tensão contínua entre Infantino e Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, que se consolidou como um forte adversário das práticas controversas de gestão na Fifa.

Quem é Aleksander Ceferin?

Ceferin, um advogado e dirigente esloveno de 58 anos, lidera a Uefa desde 2016. Ele é um especialista em direito esportivo e foi presidente da Federação Eslovena de Futebol antes de assumir a Uefa, onde substituiu Michel Platini.

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Desafios na Europa

O primeiro grande desafio de Ceferin foi em 2021, quando se opôs à criação da Superliga, um torneio que visava incluir os clubes mais ricos da Europa. Sua forte resistência foi fundamental para barrar essa proposta, que incluía gigantes como Real Madrid e Barcelona como membros fundadores com garantias de permanência.

A Superliga revelou uma crescente tensão entre a Uefa e a Fifa, especialmente quando Ceferin começou a criticar abertamente a criação de novos torneios e o liberações excessivas de calendário.

Motivos do boicote

A recente decisão da Uefa se deu em resposta aos planos da Fifa de estabelecer uma subsidiária que controlaria direitos comerciais e operacionais de eventos esportivos de grande porte. A Uefa expressou sua preocupação, afirmando que 'a alma e a governança' do futebol estão ameaçadas por esse modelo.

Em um comunicado enviado à CNN, a Uefa reafirmou sua posição: 'A posição da Europa é clara. Jamais conferiremos legitimidade a esse modelo. Ninguém tem autoridade moral para vender algo que apenas custodia para a próxima geração.'

Vale destacar que a votação na Uefa foi unânime, com as 55 associações nacionais apoiando a decisão. Isso coloca a Uefa em um conflito direto com a liderança da Fifa e seu presidente, Gianni Infantino.

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