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Fifa busca acordos de transmissão na Ásia para Copa do Mundo

Emissoras da China e Índia enfrentam desafios devido aos horários dos jogos

Carlos Silva06 de maio de 2026 às 14:40
Fifa busca acordos de transmissão na Ásia para Copa do Mundo

A menos de 35 dias para o início da Copa do Mundo, emissoras asiáticas, como as da China e Índia, ainda não firmaram contratos com a Fifa para a transmissão do evento. Essa incerteza é reflexo dos horários desfavoráveis dos jogos, que não atraem o público local.

Apesar de as seleções da China e da Índia não estarem presentes no torneio que ocorre entre 11 de junho e 19 de julho, o interesse pela competição permanece elevado, especialmente na China. Dados da Fifa mostram que, durante a Copa de 2022, os chineses foram responsáveis por 49,8% das visualizações digitais relacionadas ao evento.

No entanto, muitos fãs de futebol na China e na Índia, que juntas somam quase 3 bilhões de habitantes, temem perder a oportunidade de ver os jogos ao vivo. A entidade máxima do futebol comunicou que alcançou acordos com emissoras em mais de 175 países, mas manteve a confidencialidade das negociações em andamento em algumas regiões.

Contratos com emissoras na Ásia estão sendo dificultados pelos horários das partidas, que começam muito cedo.

Os horários das partidas, como a abertura que será às 3h da manhã em Pequim e Xangai, e à 0h30 em Nova Déli, são fatores que desanimam as emissoras locais. O presidente da agência de publicidade Rediffusion, Sandeep Goyal, ressaltou que, exceto para os fãs mais dedicados, a audiência nas transmissões na Índia pode ser baixa, afetando as possibilidades de monetização para as emissoras.

A JioStar, maior conglomerado de mídia da Índia, ofereceu 20 milhões de dólares pelos direitos de transmissão, comparado aos 100 milhões solicitados pela Fifa para as Copas de 2026 e 2030. Na China, as discussões com a CCTV também estão paradas. Além disso, na Tailândia e em outros países da região, a falta de acordos de transmissão ainda prevalece.

Contexto

O futebol é extremamente popular na Ásia, mas questões de horário complicam os acordos de transmissão, o que pode afetar a cobertura do evento.

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As emissoras nacionais precisam equilibrar custo e receita potencial, enquanto a Fifa busca maximizar a cobertura do seu evento e evitar a pirataria

James Walton, consultor da Deloitte Ásia-Pacífico.

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