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Irã hesita em Copa do Mundo, enquanto EUA finalizam preparativos

Preparativos seguem apesar das incertezas enfrentadas pela seleção iraniana.

Mariana Souza13 de maio de 2026 às 11:15
Irã hesita em Copa do Mundo, enquanto EUA finalizam preparativos

A seleção iraniana de futebol enfrenta incertezas quanto à sua participação na Copa do Mundo, que terá início em menos de um mês, enquanto os anfitriões nos Estados Unidos continuam a se preparar para recebê-los.

Preparativos em Tucson

No complexo esportivo em Tucson, Arizona, os funcionários seguem rigorosamente as diretrizes da FIFA para preparar o campo para o 'Team Melli'. Sarah Hanna, diretora do local, assegurou que as condições do gramado serão as mesmas em todas as cidades que receberão a seleção, como Los Angeles e Seattle.

Estamos felizes em recebê-los e queremos garantir uma experiência positiva, até que recebamos novos comunicados oficiais da FIFA — Sarah Hanna.

Entre 12 a 20 reuniões por semana são realizadas para planejar a logística de hospedagem, alimentação e segurança da competição marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho em três países.

Dificuldades e incertezas políticas

Apesar da insistência da FIFA sobre a presença da seleção iraniana, o presidente da Federação Iraniana impôs dez condições para a participação, incluindo questões relacionadas a vistos e à comissão técnica. A preocupação surge, especialmente, em relação a possíveis restrições de entrada para membros ligados à Guarda Revolucionária, reconhecida como uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

Em março, o ex-presidente Donald Trump declarou que a seleção poderia ser bem-vinda, mas colocou em dúvida a segurança dos jogadores. As autoridades de Tucson estão desenvolvendo um plano de segurança específico, mantendo a maioria dos treinos fechados ao público, conforme afirmou Hanna.

"

Queremos criar um ambiente seguro, pois estamos comprometidos em ser um país anfitrião

Jon Pearlman, presidente do clube local.

O Complexo Esportivo Kino se prepara para oferecer aos jogadores um suporte completo, incluindo academia, banheiras de gelo e macas para massagem. Pearlman enfatiza a união que o futebol pode promover entre as nações.

O jogo une as nações, não as separa — Jon Pearlman.

Em Tucson, a comunidade está dividida sobre a seleção. Alguns, como Ali Rezaei, veem a equipe como um símbolo de propaganda do regime, enquanto outros, incluindo eleitores republicanos, separam as questões políticas do esporte.

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