Empate por 1 a 1 no Mineirão deixa confronto da Copa do Brasil em aberto; Raposa encara o Vasco em São Januário neste sábado e já pensa na volta com o Galo, dia 1º de setembro.

Cruzeiro entrou em uma semana decisiva após o empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, no Mineirão, partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O resultado deixou a vaga totalmente em aberto e obrigará a Raposa a administrar calendário e desgaste: no sábado (29/08) o time visita o Vasco, em São Januário, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro; já a decisão pelo acesso à semifinal da Copa do Brasil será na terça-feira seguinte (01/09), na Arena MRV.
✨ Cruzeiro 1 x 1 Atlético-MG (Copa do Brasil, ida) — Keny Arroyo marcou para a Raposa; Renan Lodi igualou para o Galo; público superior a 59 mil no Mineirão.
A combinação de mata-mata e rodada do Brasileirão força Artur Jorge a tomar decisões rápidas sobre rotatividade. A partida em São Januário (sábado, 29/08, às 21h20 — horário de Brasília) aparece como chance para o técnico equilibrar preservação e pontuação: o calendário exige atenção ao desgaste físico sem abrir mão de manter a equipe competitiva na tabela. Na Série A, o Cruzeiro aparece entre os primeiros colocados e chega ao duelo com o objetivo de manter o embalo.
29/08/2026 — Vasco x Cruzeiro, 21h20 (Brasileirão) — São Januário. 01/09/2026 — Atlético-MG x Cruzeiro, 21h00 (Copa do Brasil, volta) — Arena MRV.
"“Fomos uma equipe dominadora… tivemos momentos em que fomos mais pausados, quando o jogo pedia mais aceleração.”
A fala do treinador resume o sentimento do clube: atuação com controle, mas falta de objetividade para ampliar o resultado. O gol de Keny Arroyo — um chute de longa distância bem executado — mostrou alternativas ofensivas; ainda assim, a equipe pecou em finalizações e em transformar posse em chances claras no segundo tempo. O empate, com o Galo alcançando igualdade por Renan Lodi, deixa a decisão em aberto e aumenta a importância de uma leitura correta da partida de volta.
Taticamente, o Cruzeiro tem conseguido controlar ritmos com boa circulação de bola e intensidade na transição. Matheus Pereira aparece como peça de criação e Arroyo oferece solução em arremates de fora da área — uma arma que deve ser explorada. Por outro lado, o time ainda mostra fragilidades na penetração em bloco baixo adversário e na eficiência nas finalizações. Na recomposição defensiva, houve atenção a bolas laterais e cruzamentos, mas faltou contundência em marcas e cobertura nas ações que originaram o empate visitante.
No aspecto prático, a comissão técnica já levou para o Rio opções que podem ser utilizadas: o goleiro Cássio e o zagueiro Jonathan Jesus viajaram com o grupo e ficam à disposição, abrindo alternativas. Artur Jorge terá que decidir entre dar ritmo a titulares — para manter a regularidade na Série A — ou preservar peças-chave para o duelo de volta na Copa do Brasil, em um confronto que promete ser mais tenso e de forte apelo local.
A sequência de jogos nas próximas sete dias — com Brasileirão e Copa do Brasil — é determinante para as ambições do Cruzeiro nas duas frentes. A comissão técnica precisa equilibrar ambição e preservação, enquanto a torcida espera que a equipe mantenha a consistência que a colocou nas primeiras posições do campeonato nacional.
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Jornalista especializado em futebol




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