Voltar
Internacional
2 min de leitura

Ataques aéreos no Afeganistão deixam 13 mortos, entre eles crianças

Conflito entre Paquistão e Talibã se intensifica com novos bombardeios

Camila Souza Ramos10 de junho de 2026 às 04:30
Ataques aéreos no Afeganistão deixam 13 mortos, entre eles crianças

Na quarta-feira (10), novos ataques aéreos do exército paquistanês resultaram na morte de pelo menos 13 pessoas, incluindo 11 crianças, em três províncias do Afeganistão. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, relatou que mais 14 indivíduos, entre crianças e mulheres, ficaram feridos devido aos bombardeios que atingiram áreas civis.

Os ataques, que ocorreram nas províncias de Kunar, Khost e Paktika, são considerados uma violação do espaço aéreo afegão. Mujahid destacou a gravidade da situação, que representa um aumento do conflito, já que 2026 tem sido um ano marcado por uma escalada de violência na região.

"

O extremismo dentro do Paquistão é um problema que deve ser tratado internamente, não relacionado ao nosso território

declarou o porta-voz do Talibã.

Embora as forças militares do Paquistão não tenham se pronunciado imediatamente, autoridades informaram que os alvos das operações eram supostos esconderijos de militantes que utilizam o solo afegão para orquestrar ataques contra o Paquistão. O governo paquistanês alega que a frente de combate ao terrorismo precisa ser intensificada, direcionando suas ações ao território vizinho.

O aumento da violência ameaça desmantelar uma trégua que havia sido estabelecida entre Paquistão e Afeganistão, que recentemente se tornaram inimigos após anos de relações tensas.

Contexto

As tensões entre Paquistão e Afeganistão aumentaram significativamente desde fevereiro, quando batalhas violentas recomeçaram. Em março, ambos os países concordaram em um cessar-fogo mediado pela China, mas a estabilidade continua sendo uma preocupação.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Internacional