China pressiona EUA sobre Taiwan antes de cúpula com Trump
Pequim exige que Washington respeite acordos na véspera de encontro.

A China reiterou sua forte oposição à venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan, pedindo a Washington que cumpra seus compromissos antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.
A questão de Taiwan, considerada pela China como parte de seu território, e o armamento de Taipei serão tópicos centrais nas reuniões programadas para esta semana.
✨ Os EUA são obrigados a ajudar Taiwan a se defender, apesar da falta de relações diplomáticas formais.
Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan da China, destacou que a política de venda de armas é uma interferência em assuntos internos chineses. 'Estamos firmemente contra qualquer envolvimento militar dos EUA com Taiwan', afirmou em Pequim.
Zhang enfatizou que Taiwan é uma 'questão fundamental' para a China, e que os EUA devem cumprir os compromissos de administrações anteriores. Embora os EUA não tomem uma posição oficial sobre a soberania de Taiwan, reconhecem a declaração de China de que a ilha é parte de seu território.
Enquanto isso, o parlamento taiwanês, controlado pela oposição, aprovou um orçamento de defesa de 40 bilhões de dólares, mas com cortes em programas de drones, o que deixou Washington desapontado.
Um especialista em segurança de Taiwan destacou que uma redução nos gastos pode ser usada por Pequim como argumento para pressionar Trump a diminuir o apoio militar ao território.
Contexto
Os EUA têm obrigações de defesa em relação a Taiwan, e novos pacotes de armas no valor de 14 bilhões de dólares estão em análise, embora sua aprovação ainda seja incerta.
Em um evento recente, o presidente taiwanês Lai Ching-te se posicionou como defensor da soberania de Taiwan, chamando a ilha de uma 'nação independente' que não se submeterá a pressões externas.
Para a China, Taiwan nunca será um país independente, e Zhang reafirmou a determinação de Pequim em se opor à independência de Taiwan, mencionando que a 'reunificação pacífica' é o objetivo preferido, embora a opção militar ainda esteja sobre a mesa.
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