Colonos israelenses atacam mesquitas na Cisjordânia
Incêndios em locais sagrados geram tensão e condenação generalizada

Nesta quarta-feira, 17, colonos israelenses foram acusados de incendiar duas mesquitas na Cisjordânia, uma ação que levantou preocupações entre as autoridades palestinas e provocou uma forte condenação do Exército israelense, que anunciou a abertura de uma investigação.
De acordo com relatos da AFP, em Jiljiliya, localizada a aproximadamente dez quilômetros de Ramallah, foram encontrados sinais de incêndio e vandalismo em uma das mesquitas. Mensagens escritas em hebraico nas paredes carbonizadas incluíam termos como 'vingança' e 'noite das mesquitas', vinculadas a grupos de jovens colonos.
"Os colonos queimaram o salão de abluções e danificaram a mesquita principal do vilarejo, deixando mensagens hostis nas paredes externas
✨ Este ataque destaca a escalada da violência por parte dos colonos na região, com a ONU relatando uma média alarmante de seis ataques diários.
Em um segundo incidente em Al Mazra al Nubani, a menos de dez quilômetros do primeiro local, um grupo de colonos lançou um coquetel molotov contra a mesquita Al Faruk Umar ibn al Jattab. O prefeito local, Saad Dagher, esclareceu que, embora houvesse a intenção de incendiar a mesquita, o fogo acabou atingindo apenas parte do edifício.
Contexto
Além de Jerusalém Oriental, que é ocupada e anexada por Israel, estima-se que mais de 500 mil israelenses residam na Cisjordânia em assentamentos que são considerados ilegais pelas Nações Unidas, que convivem com cerca de três milhões de palestinos.
Os atos de vandalismo têm gerado uma onda de condenação, contando com a reprovação do Ministério de Assuntos Religiosos palestino e do Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007.
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