Delcy Rodríguez representa Venezuela frente à CIJ na disputa com a Guiana
Liderança interina participa de audiência sobre a conturbada região do Essequibo

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está representando seu país nesta segunda-feira, 11 de dezembro, na Corte Internacional de Justiça (CIJ), o tribunal mais alto da ONU, em uma significativa disputa territorial com a Guiana sobre a controvertida região do Essequibo.
Esta viagem a Europa marca a primeira experiência internacional de Rodríguez após sua nomeação como presidente interina, sucedendo a Nicolás Maduro, que foi detido pelos Estados Unidos em janeiro de 2026. Desde 2018, Delcy está na lista de autoridades venezuelanas sancionadas pela União Europeia, que inicialmente impediu sua entrada no bloco europeu.
✨ Rodríguez tem reafirmado a posição da Venezuela, alegando ser a única detentora do título sobre o território do Essequibo.
Apesar das restrições, ela já havia participado de uma cúpula em Bruxelas em 2023 e esteve presente em uma audiência anterior na CIJ relacionada a este mesmo caso. Desde que assumiu o cargo, suas únicas viagens internacionais foram para os países caribenhos de Granada e Barbados. Notavelmente, em suas aparições, ela usava um broche dourado que simbolizava a Venezuela, com a área disputada sobreposta, um gesto que gerou forte indignação na Guiana.
Chegando aos Países Baixos no domingo, Delcy lidera a delegação venezuelana nesta audiência crucial. Em transmiteções pela TV estatal, ela reiterou que "a Venezuela é a única detentora do título" sobre a região do Essequibo, enfatizando que "não há dúvida" sobre sua reivindicação.
Com um objetivo claro de defender os "direitos históricos" da Venezuela sobre a Guiana Essequibo, ela utilizou seu canal no Telegram para afirmar que "a única detentora da Guiana Essequibo é a Venezuela, e sempre defenderemos seus direitos legítimos e históricos sobre este território".
Contexto da Disputa
A questão territorial entre Guiana e Venezuela se estende desde o século XIX, gerando crescente tensão a partir de 2015 devido à exploração de petróleo na região. O território em disputa representa mais de dois terços da Guiana.
A Guiana argumenta que sua demarcação de fronteira, ratificada por um tribunal de arbitragem em 1899, está correta e precisa da confirmação da CIJ. Desde 1962, a Venezuela contesta essa decisão arbitral, a qual levou à assinatura de um acordo em 1966 considerado pelos venezuelanos como base para uma solução negociada, além de sustentarem que o rio Essequibo deveria servir como a fronteira natural.
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