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Internacional
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Equador dobra tarifa sobre importações da Colômbia e bilateralidade tensa

Aumento das tarifas agrava a crise entre os dois países.

Tiago Abech09 de abril de 2026 às 21:30
Equador dobra tarifa sobre importações da Colômbia e bilateralidade tensa

O governo equatoriano anunciou um aumento na taxa sobre as importações colombianas, que saltará de 50% para 100% a partir de maio, intensificando as tensões nas relações já deterioradas entre os dois países.

Crise diplomática em meio a acusações

A decisão foi revelada pelo Ministério da Produção nesta quinta-feira, 9, no contexto de fortes desacordos diplomáticos. O Equador convocou seu embaixador em Bogotá após o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas como 'preso político'.

Aumento na tarifa é justificado como necessário para investir na segurança da fronteira.

O ministério explicou que a medida resulta da 'falta de implementação de ações eficazes por parte da Colômbia' em matéria de segurança na fronteira de 600 quilômetros, onde operam organizações criminosas vinculadas ao narcotráfico e outras atividades ilícitas.

Desde fevereiro, o relacionamento entre os dois países tem se deteriorado com o que é visto como uma guerra tarifária, afetando o comércio e a cooperação em energia. A tarifa anterior já havia sido elevada de 30% para 50% em março devido à mesma justificativa.

Contexto adicional

O Equador alega a necessidade de um aporte de 400 milhões de dólares para reforçar a segurança em suas fronteiras. Em resposta, a Colômbia impôs uma tarifa de 50% sobre as importações do Equador e suspendeu a venda de energia, que se tornou um ponto crítico para o país que enfrenta apagões prolongados.

A chanceler equatoriana, Gabriela Sommerfeld, mencionou que as conversas para suavizar a tensão foram suspensas, uma vez que não houve progresso significativo.

A situação se complicou ainda mais com o envolvimento de Glas, que foi vice-presidente entre 2013 e 2017 e está preso por corrupção. Petro destacou que Glas, também com cidadania colombiana, é um 'preso político', exacerbando os vínculos já tensos entre os governos.

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