Irã estabelece novas regras no Estreito de Ormuz após guerra
Novo líder reafirma união na resistência contra EUA e Israel

Durante um pronunciamento à nação, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, novo líder Supremo do Irã, anunciou uma mudança nas regras de gestão do Estreito de Ormuz, enfatizando a necessidade de união entre os países da região contra Israel e os Estados Unidos.
Khamenei declarou que as novas diretrizes visam intensificar a resistência e proteger os direitos legítimos do Irã, apesar de não considerá-lo um país belicista. A chamada "frente de resistência" inclui grupos como Hezbollah e Hamas, que se opõem às políticas ocidentais na região.
✨ Fechamento do Estreito de Ormuz já impactou o preço da energia global.
O fechamento do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de 20% do petróleo e gás mundiais, resultou em um aumento significativo dos preços da energia, em resposta às agressões dos EUA e de Israel, que intensificaram os ataques a partir de 28 de fevereiro.
Reações e Mensagens
Lido nas emissoras iranianas durante as homenagens ao 40º dia da morte de Ali Khamenei, o discurso gerou grandes mobilizações em várias cidades. O novo líder também enviou uma mensagem aos países do Golfo Pérsico, os "vizinhos do Sul", admoestando-os a evitar laços com potências ocidentais, que o Irã acusa de colaborar em sua agressão.
"Observem com atenção e compreendam bem, permaneçam no lugar certo e cuidado com as falsas promessas dos malignos
Khamenei exortou os vizinhos a praticarem boa vontade e a se distanciarem das influências que os haviam explorado, ao mesmo tempo que reiterou a exigência de indenizações pelos danos causados pela guerra e pelas perdas de vidas.
Apelo ao Povo Iraniano
O líder também se dirigiu diretamente à população, pedindo que continuem a se manifestar nas ruas, considerando essa presença essencial para a dignidade do país.
✨ A solidariedade e a resistência são vistas como fundamentais para enfrentar a agressão externa.
Khamenei observou que a guerra uniu a população iraniana, destacando a necessidade de apoio mútuo em tempos de escassez e advertindo sobre a influência negativa da mídia ocidental, que visa desestabilizar o país.
Após um mês de conflitos, EUA e Israel anunciaram um cessar-fogo de duas semanas para negociações, enquanto os ataques de Israel ao Líbano têm gerado tensão sobre a continuidade do acordo.
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