Irã rejeita acordo com EUA e critica Trump por data da assinatura
Guarda Revolucionária Islâmica contesta pressa do presidente americano

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã negou a possibilidade de assinatura de um acordo provisório com os Estados Unidos neste domingo, contestando a pressão do presidente Donald Trump para que isso ocorra na data, marcada para coincidir com seu aniversário.
Em um posicionamento registrado no Telegram, a IRGC designou essa pressa como um 'teste' para os negociadores iranianos, afirmando que Trump se manifestou apesar de os representantes do Irã terem ressaltado que o memorando ainda estava em fase de finalização.
✨ A IRGC criticou a insistência de Trump, sugerindo que ele busca usar a ocasião para impulsionar sua imagem pública.
Enquanto isso, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que havia um entendimento entre as partes para um acordo. Ele mencionou que a assinatura eletrônica do documento estava programada para domingo, seguida por negociações técnicas que ocorreriam na semana seguinte.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, insistiu que não haveria assinatura no dia acordado, embora a possibilidade de um acordo nos próximos dias não estivesse descartada.
Contexto
A guerra em questão, que teve início em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, resultou em severas repercussões, inclusiva a alta dos preços de energia global e perda de vidas em massa.
Baghaei ainda acrescentou que o acordo em discussão representa não um pacto final, mas um memorando que abordará os pontos principais de discórdia e esclarecerá que a guerra deve chegar ao fim.
✨ Fontes indicaram que o acordo provisório inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego de petróleo mundial, e a suspensão do bloqueio naval americano.
Um representante americano, enquanto se absteve de comentar sobre o cronograma específico, declarou que o acordo seria uma importante conquista. As tratativas sobre o programa nuclear iraniano, que serviu como justificativa para a guerra, serão abordadas em etapas futuras.
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