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Internacional
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Iranianos formam correntes humanas em defesa das centrais elétricas

Reação ao ultimato de Trump e ameaças a infraestrutura energética

João Pereira07 de abril de 2026 às 17:15
Iranianos formam correntes humanas em defesa das centrais elétricas

Na última terça-feira, 7, cidadãos do Irã formaram correntes humanas para proteger as centrais elétricas do país, em resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar a infraestrutura energética iraniana.

Uma mobilização que contou com mensagens de texto e iniciativas online levou autoridades a afirmarem que mais de 14 milhões de pessoas se inscreveram para participar do ato. No entanto, ainda não foi possível confirmar essa cifra nem o número exato de participantes nas correntes humanas, que foram inicialmente registradas em diversas localidades.

Centenas de iranianos se posicionaram em frente às centrais elétricas em cidades como Bushehr e Tabriz, evidenciando um forte sentimento de defesa nacional.

A agência de notícias estatal Irna divulgou imagens de manifestantes na cidade de Bushehr, onde está localizada uma usina nuclear. Outras reportagens mostraram grupos se concentrando em usinas de Tabriz e Mashhad. Na cidade de Ahvaz, moradores se reuniram em torno de pontes, alvos potenciais de ataques.

Com a guerra se intensificando há mais de cinco semanas, as ameaças a instalações energéticas representam uma nova escalada no conflito. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou estar preparado para sacrificar sua vida pelo país e compartilhou uma suposta captura de tela de seu registro para a corrente humana.

"

Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos se registraram até agora para sacrificar suas vidas para defender o Irã. Eu também estive, estou e continuarei estando disposto a dar a minha vida pelo Irã.”

Masoud Pezehskian, presidente iraniano.

Nas redes sociais, a hashtag persa 'janfada', que significa autossacrifício, alcançou grande popularidade. Trump, em retórica beligerante, advertiu que 'toda uma civilização morrerá' se o Irã não atender suas exigências de reabertura do Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo.

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