Líder do Irã reafirma defesa de direitos em meio a tensões
Khamenei destaca necessidade de resistência e diálogo

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que o país não está interessado em entrar em um conflito armado, mas que se compromete a defender seus direitos nacionais. A afirmação foi feita em um comunicado transmitido pela televisão estatal nesta quinta-feira, 9, marcando 40 dias desde a morte de seu predecessor, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em um bombardeio durante o conflito iniciado com os Estados Unidos e Israel.
Khamenei enfatizou: 'Não buscamos a guerra e não a queremos', mas também afirmou que o Irã não renunciará a suas reivindicações legítimas sob nenhuma circunstância. Ele fez uma menção à necessidade de resistência, referindo-se à situação no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah, grupo xiita aliado de Teerã.
"Suas vozes nas praças públicas sem dúvida influem no resultado das negociações
Recentemente, Teerã estabeleceu um delicado cessar-fogo de duas semanas com os EUA, uma medida que poderia facilitar conversações de paz, especialmente após declarações ameaçadoras do presidente Donald Trump, que advertiu sobre a possibilidade de 'eliminar toda a civilização' iraniana se o Irã não permitir a livre navegação no Estreito de Ormuz.
✨ Cessar-fogo negociado poderia abrir caminho para diálogos de paz entre as nações.
Khamenei instou a população iraniana a não desistir da mobilização nas ruas, mesmo com o cessar-fogo em vigor, sugerindo que a participação popular é crucial no resultado das negociações. 'Não pensem que não é mais necessário ir às ruas', declarou ele.
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