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Internacional
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Onda de calor na Europa atinge 100 milhões e sobrecarrega energia

Temperaturas extremas têm impacto significativo em saúde e infraestrutura

Camila Souza Ramos24 de junho de 2026 às 11:45
Onda de calor na Europa atinge 100 milhões e sobrecarrega energia

Uma onda de calor sem precedentes na Europa está afetando quase 100 milhões de pessoas, resultando em temperaturas extremas e colocando as redes elétricas em risco, com cortes de energia em vários locais.

De acordo com estimativas da AFP, pelo menos 94 milhões de indivíduos dentro do continente enfrentarão temperaturas superiores a 35°C nesta quarta-feira, sendo a França e a Espanha os mais impactados por essa crise climática. O Reino Unido também acendeu alertas vermelhos em várias regiões, prevendo dias de calor extremo até a noite de quinta-feira, algo inédito desde a implementação desse aviso em 2021.

Mais de 350 milhões de europeus devem encarar temperaturas acima de 30°C, gerando diversas respostas das autoridades locais, como a disponibilização de piscinas públicas em Amsterdã e redução do horário de funcionamento em Paris e Bruxelas.

Temperaturas recordes e impactos no fornecimento de energia

A origem desse calor intenso é uma massiva corrente de ar quente vinda da África, que se instalou sobre a Europa Ocidental. A França está enfrentando seu quarto dia consecutivo em alerta vermelho, com 58 de seus departamentos sob emergência climática. A agência Météo-France reportou que terça-feira foi o dia mais quente registrado no país desde 1947.

As previsões sugerem que 90% da população francesa está vulnerável a essas temperaturas extremas, com máximas entre 39°C e 41°C esperadas na quarta-feira. Este cenário provocou a redução nas operações de algumas usinas nucleares e a necessidade de conectar geradores de emergência para abastecer abrigos, como casas de idosos, que enfrentaram falhas elétricas atribuídas ao calor intenso. Aproximadamente 68 mil residências permanecem sem energia até pelo menos o final do dia, conforme informado pelas autoridades locais.

Consequências na saúde pública

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu sobre os riscos à saúde pública causados pela onda de calor, que forçou o fechamento de escolas. Ele destacou que as temperaturas na Europa estão aumentando cerca do dobro da média global, o que intensifica a chance e a severidade de futuros episódios de calor extremo.

As críticas às autoridades públicas aumentam, especialmente em relação à falta de infraestrutura adequada de aquecimento e isolamento em escolas e hospitais. Em resposta, Marine Le Pen, figura da extrema direita na França, insinuou que, se eleita em 2027, implementaria um "plano massivo de ar-condicionado" para combater a crise.

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