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Internacional
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Rússia aumenta restrições comerciais à Armênia em meio a eleições

Medidas visam conter aproximações armênias com o Ocidente.

Acro Rodrigues07 de junho de 2026 às 08:25
Rússia aumenta restrições comerciais à Armênia em meio a eleições

A Rússia intensificou suas restrições comerciais e alertas à Armênia, em um esforço para manter a influência sobre o país antes das eleições programadas para este domingo, 7 de maio. Com uma nova estratégia em busca de laços com a União Europeia e Estados Unidos, a Armênia se distancia de Moscou, resultando em uma reação dura do Kremlin.

Pressões econômicas da Rússia

Após receber um alerta do presidente russo, Vladimir Putin, sobre o risco de suspensão do fornecimento de recursos essenciais, a Armênia enfrenta uma pressão sem precedentes. Em 2025, 82% do gás do país veio da Rússia, com preços extremamente abaixo do mercado europeu.

Putin destaca que a Armênia paga US$ 177,5 por mil metros cúbicos de gás, enquanto na Europa esse valor ultrapassaria US$ 600.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que cortaria petróleo, gás e diamantes se a Armênia continuar sua trajetória em direção à UE. Essa decisão geraria um impacto econômico significativo, considerando que 35% do comércio exterior armênio está ligado à Rússia.

Novas restrições comerciais

Recentemente, a Rússia impôs barreiras temporárias às importações de diversos produtos agrícolas da Armênia, incluindo tomates e morangos, alegando preocupações fitossanitárias. Além disso, exigiu a suspensão da certificação de quase todos os exportadores de peixe armênios, exceto dois, devido a problemas identificados nas inspeções.

As restrições também se estenderam a produtos como vinhos e conhaques de empresas armênias, que foram considerados inferiores, além de flores e água mineral, que enfrentaram limitações e testes adicionais.

A Rússia é o principal mercado para as exportações agrícolas da Armênia.

Contexto Adicional

Essas tensões refletem uma mudança geopolítica significativa na região, com a Armênia buscando se reorientar em direção ao Ocidente, contradizendo a influência histórica da Rússia na ex-república soviética.

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