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Internacional
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Trump critica Israel após ataque a Beirute em resposta ao Hezbollah

Reunião entre Netanyahu e Trump pode ser convocada para discutir tensões.

Camila Souza Ramos14 de junho de 2026 às 17:15
Trump critica Israel após ataque a Beirute em resposta ao Hezbollah

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou seu descontentamento com Israel devido a um ataque realizado em Beirute, considerado por ele uma exageração em resposta a disparos insignificantes do Hezbollah.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, busca realizar uma reunião urgente com Trump, com o intuito de discutir a situação tensa em torno das negociações sobre o Irã e o cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano.

De acordo com fontes, Netanyahu planeja o encontro após o retorno de Trump da cúpula do G7, que ocorrerá na Europa na próxima semana. Esta tentativa de diálogo surge após críticas contundentes de Trump, que no domingo (14) reprochou a ofensiva israelense, afirmando que o ataque não parecia apropriado, especialmente considerando a gravidade dos disparos do Hezbollah.

Trump classificou os ataques do Hezbollah como "muito pequenos e sem significado".

Essas declarações públicas de discordância entre os líderes contrastam com o apoio mútuo que foi demonstrado no início do conflito envolvendo o Irã, caracterizando um crescente desentendimento à medida que Trump procura pôr fim às hostilidades. O presidente já havia restringido a capacidade militar de Israel no Líbano e, recentemente, pediu que Netanyahu suspendesse ataques planejados contra o Irã, após um lançamento de mísseis por Teerã, que ocorreu desde o cessar-fogo de abril.

A preocupação de Israel reside na necessidade de manter a autonomia de ações contra o Hezbollah, enquanto enfrenta pressões de um acordo entre Washington e Teerã que, segundo temem, pode diminuir a pressão econômica sobre o Irã sem resolver a questão nuclear - favorecendo a estabilidade de um regime que Israel prefere ver enfraquecido.

Contexto

As tensões entre Israel e Hezbollah aumentaram nos últimos meses, refletindo a complexidade das negociações envolvendo o Irã, que impactam a segurança regional.

A CNN tentou entrar em contato com o gabinete de Netanyahu para obter mais esclarecimentos sobre o assunto.

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