Trump intensifica ameaças de ataques ao Irã em meio a negociações
A ONU classifica ameaças como violações do direito internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reitera suas ameaças contra o Irã, especialmente focando nas instalações energéticas do país. Essa postura ocorre em um momento crítico em que os iranianos estão participando de negociações, mas sob o ultimato de aceitar um acordo até às 21h, horário de Brasília, desta terça-feira.
Durante uma coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que a infraestrutura iraniana poderia ser devastada em um ataque dos EUA. 'O país inteiro pode ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser a de amanhã', declarou ele, sublinhando a seriedade de suas ameaças.
✨ O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou que a resposta militar poderia ser catastrófica, alertando que o Irã precisa pensar bem em suas escolhas, pois as intenções americanas são reais.
A ONU manifestou preocupação com as advertências de Trump, sinalizando que tais ataques configurariam violações claras das normas internacionais e da Convenção de Genebra. Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, destacou que 'qualquer ataque contra a infraestrutura civil é uma violação do direito internacional'.
O Artigo 56 do protocolo adicional da Convenção da ONU proíbe ataques a instalações como barragens e centrais nucleares devido ao potencial dano a populações civis. Apesar disso, Trump se mostrou indiferente a essas questões, privilegiando as supostas conquistas dos EUA na região.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores iraniano respondeu afirmando que o país não se submeterá a negociações sob ameaças. O porta-voz Esmaeil Baghaei advertiu que 'negociações não podem envolver ultimatos ou ameaças de crimes de guerra'.
Contexto Adicional
Os Estados Unidos e Irã recusaram uma proposta de cessar-fogo temporário sugerida por uma coalizão de países liderada pelo Paquistão. O Irã condiciona um acordo de paz a requisitos específicos, incluindo a reconstrução financeira do país e garantias de segurança contra novos ataques.
Enquanto isso, os bombardeios dos EUA e de Israel continuam, resultando na morte de altos comandantes iranianos e danos significativos a infraestruturas críticas, provocando retaliações do Irã contra nações na região como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.
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