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Internacional
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Ucrânia realiza ataque com drones em Moscou, causando incêndios e atrasos

Ação é a maior contra a capital russa em dois anos e provoca caos nos aeroportos

Fernanda Lima18 de junho de 2026 às 09:55
Ucrânia realiza ataque com drones em Moscou, causando incêndios e atrasos

Nesta quinta-feira, 18, a Ucrânia executou um dos maiores ataques aéreos com drones em Moscou nos últimos dois anos, causando incêndios em várias áreas da cidade e afetando severamente a operação dos principais aeroportos.

Entre os alvos, uma refinaria significativa na capital russa foi danificada. O prefeito Sergei Sobyanin descreveu a ação como um ataque de 'larga escala', mas não forneceu detalhes sobre os danos específicos.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que tal ataque é uma resposta legítima às agressões russas contra a Ucrânia.

Em suas redes sociais, Zelensky comentou que é essencial para o povo russo perceber que o verdadeiro responsável pela guerra é o presidente Vladimir Putin, enquanto a população comum sofre as consequências do conflito. 'Se a Ucrânia arde, Moscou também queimará', advertiu.

O ataque, conforme informado pela agência de notícias russa Tass, coincide com uma reunião do presidente Putin com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), realizada a quase 700 km de Moscou. Notavelmente, Putin não mencionou o ataque em seu discurso inaugural durante o evento.

Além dos prejuízos nas operações de voos, o aeroporto Sheremetyevo precisou mover passageiros para locais seguros e suspendeu suas atividades brevemente, com operações retomadas às 11h locais (5h de Brasília).

Outros drones causaram danos em um prédio residencial em Zhukovsky e geraram incêndios em um centro comercial nas proximidades. O prefeito Sobyanin declarou que as forças de defesa aérea conseguiram derrubar 180 drones, enquanto o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado mais de 500 drones ucranianos durante a madrugada.

Consequências do Ataque

Recentemente, a Ucrânia tem intensificado seus ataques a áreas estratégicas, especialmente refinarias, consideradas vitais para o esforço de guerra russo, enquanto os diálogos diplomáticos parecem estagnados.

Zelensky referiu-se a essas operações como 'sanções de longo alcance' e reiterou a necessidade urgente de que a Rússia busque soluções diplomáticas para encerrar a guerra.

Em resposta, a Rússia lançou mais de 200 drones e mísseis balísticos contra a Ucrânia após os ataques. Apesar das tensões, Putin procura transmitir uma aparência de normalidade através de eventos internacionais, como a cúpula em Kazan, onde líderes da ASEAN estiveram presentes.

Após as recentes ações, o Kremlin implementou medidas de segurança mais rígidas em Moscou, incluindo proibições de voo para drones civis sobre a cidade, e restringiu a divulgação de informações sobre os locais atingidos.

Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em comentários recentes, reiterou que a Rússia deve aceitar um acordo para acabar com o conflito, podendo até restabelecer sanções ao petróleo russo.

A situação continua a ser tensa à medida que a Rússia busca expandir sua presença na região do Donbass, enquanto o conflito na Ucrânia já resultou em centenas de milhares de mortes e é considerado o mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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