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Internacional
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Xi Jinping critica ações de EUA e Israel e defende Direito Internacional

Líder chinês destaca importância do respeito às normas internacionais em visita a Abu Dhabi

Fernanda Lima14 de abril de 2026 às 08:00
Xi Jinping critica ações de EUA e Israel e defende Direito Internacional

O presidente chinês, Xi Jinping, levantou a voz nesta terça-feira, afirmando que o Estado de Direito internacional deve ser respeitado para garantir a paz no Oriente Médio, em alusão à campanha militar conjunta entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Embora a China tenha criticado frequentemente essa ação como ilegal, Xi fez poucos comentários sobre o conflito antes do recente encontro com o príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

"A lei não pode ser utilizada quando conveniente e descartada quando não é".

As tensões no Oriente Médio aumentaram após negociações entre Washington e Teerã falharem em produzir um acordo de paz. Desde o começo da guerra em fevereiro, o Irã bloqueou a navegação no Estreito de Ormuz para embarcações que considera hostis, enquanto os EUA responderam com um bloqueio aos portos iranianos, acusando Teerã de "terrorismo econômico".

As importações chinesas de gás natural caíram para o menor patamar desde outubro de 2022, um reflexo do impacto geoopolítico do conflito. Xi alertou que o mundo não deve regredir à 'lei da selva' ao se referir às ações de potências como os EUA.

Parceria Estratégica com os Emirados Árabes Unidos

Durante a visita do príncipe herdeiro, Xi manifestou o desejo de aprofundar a parceria estratégica entre China e Emirados Árabes Unidos, destacando a importância de um corredor econômico robusto que já apresenta sinais de expansão.

Recentemente, a Etihad Airways anunciou planos para expandir sua malha aérea entre Abu Dhabi e cidades chinesas nos próximos dois anos, reforçando os laços econômicos entre as nações.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, também se encontrou com o príncipe herdeiro, ressaltando a intenção de colaborar em áreas como armazenamento de energia e veículos sustentáveis, além de estimular investimentos em inteligência artificial e ciências da vida.

Contexto

A China planeja realizar a segunda Cúpula China-Estados Árabes ainda em 2026, onde deverá discutir um acordo de livre comércio com o Conselho de Cooperação do Golfo.

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