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Internacional
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Xi Jinping e Donald Trump discutem tensões comerciais e geopolíticas

Cúpula entre líderes em Pequim centra-se em divergências como Irã e Taiwan

Gabriel Azevedo13 de maio de 2026 às 21:50
Xi Jinping e Donald Trump discutem tensões comerciais e geopolíticas

Nesta quinta-feira, 14, o presidente da China, Xi Jinping, recebe seu homólogo americano, Donald Trump, em Pequim, para discutir diversas divergências que permeiam as relações bilaterais, incluindo comércio, a situação do Irã e as tensões envolvendo Taiwan.

O encontro está agendado para às 10h locais (23h de quarta-feira em Brasília) no Grande Salão do Povo, localizado na icônica Praça da Paz Celestial. Apesar do clima tenso entre os dois países, Jinping oferecerá um banquete em homenagem a Trump e, no dia seguinte, um chá e almoço juntos.

A cúpula é a primeira visita de um presidente americano à China desde 2017, quando Trump foi anteriormente recebido de forma bastante grandiosa.

A visita de Trump à China foi inicialmente planejada para o fim de março, mas foi repensada devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Em sua passagem anterior, o então presidente disse ter recebido uma recepção luxuosa, contrastando com o lançamento de tarifas sobre produtos chineses pouco tempo depois.

Um dos pontos centrais da cúpula será o futuro das trocas comerciais entre as duas potências. Trump expressou otimismo dizendo que a negociação será 'genial.' Na sua delegação, traz executivos de peso como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e Kelly Ortberg (Boeing), visando firmar acordos na agricultura e movimentações significativas de aeronaves.

Contexto

Os Estados Unidos, assim como outras nações ocidentais, acusam a China de vantagem comercial indevida e concorrência desleal, o que tem gerado atritos comerciais entre os dois países.

Outro tema relevante é a crise no Irã, onde Trump tentará persuadir Jinping a usar sua influência para desescalar as tensões. O presidente americano enfatizou que não espera ajuda direta da China, mas seu secretário de Estado, Marco Rubio, pressionará por um papel mais ativo de Pequim na situação.

A situação no Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo, é de preocupação para a China, que busca estabilidade na região. Além disso, a conversa incluirá a questão de Taiwan, uma ilha que a China considera parte de seu território, enquanto os EUA são seu aliado essencial.

Apesar das negociações que têm início antes da cúpula, especialistas duvidam que as diferenças fundamentais entre as duas potências sejam resolvidas de forma significativa. A tensão em torno de Taiwan e a política externa da China continuarão sendo temas espinhosos.

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