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Justiça
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André Mendonça aprova transferências de Daniel Vorcaro para Papudinha

Ministro do STF destaca segurança como justificativa da mudança

Giovani Ferreira25 de junho de 2026 às 17:40
André Mendonça aprova transferências de Daniel Vorcaro para Papudinha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou a transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal para o complexo prisional Papudinha. Segundo Mendonça, essa decisão não altera a situação judicial de Vorcaro e não está relacionada a falhas nas discussões sobre uma delação premiada.

Condições de Segurança em Papudinha

Mendonça destacou que os motivos que levaram à prisão preventiva de Vorcaro permanecem inalterados. Ele enfatizou que a unidade de Papudinha é mais adequada para garantir a segurança do ex-banqueiro, que já ficará em sua sétima cela no local.

Delação premiada não influenciou na decisão.

O ministro ressaltou que a rejeição da proposta de delação não tem qualquer ligação com a transferência. Ele explicou que essa medida é necessária para proteger a integridade física de Vorcaro, dada a grande exposição do caso e a seriedade dos fatos envolvendo sua investigação.

Papudinha: O que você precisa saber

O complexo penitenciário de Papudinha é conhecido por abrigar detentos sob regime especial, visando medidas de segurança mais rigorosas.

A Polícia Federal informou ao STF que não poderia manter Vorcaro sob custódia em suas dependências, pois isso poderia impactar suas operações habituais. Mendonça considerou a transferência como a opção mais viável para reconciliar as necessidades de segurança com a obstinação de evitar a permanência do detido em uma cela comum.

Para garantir que não haja contato entre Vorcaro e outros indivíduos envolvidos em investigações semelhantes, o ministro mandou que a Polícia Militar do Distrito Federal implemente medidas para evitar qualquer comunicação entre eles.

Embora a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, tenha se reunido com a Procuradoria Geral da República para discutir uma possível delação, ainda não há um desfecho definido sobre o futuro acordo.

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