Homicídios com armas de fogo caem, mas ainda são 70% no Brasil
Dados do Ipea revelam queda na proporção de homicídios armados em 2024

De acordo com o Atlas da Violência 2026, sete em cada dez homicídios no Brasil, registrados em 2024, foram ocasionados por armas de fogo, impactando drasticamente a segurança pública do país.
A pesquisa, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que 29.870 dos 42.590 homicídios foram cometidos com tais armas, o que representa 70,1% do total. Apesar de ser a menor taxa desde 2014, o índice permanece elevado.
✨ A queda de 8,8% em comparação a 2023 indica uma leve melhoria, mas variações regionais são significativas.
Desigualdade Regional nos Homicídios
Os dados também apontam que a diminuição dos homicídios não é uniforme. O Nordeste destaca-se com as maiores taxas de homicídios por armas de fogo, onde estados como Ceará (85,6%) e Paraíba (83,9%) lideram a lista.
Em contraste, o Distrito Federal (40,6%) e Roraima (43,7%) são as unidades com as menores proporções. Essa disparidade chama a atenção, especialmente na comparação entre as regiões.
Fatores que Influenciam as Estatísticas
Daniel Cerqueira, especialista do Ipea, explica que a diferença nas taxas pode ser atribuída a fatores como a transição demográfica e a eficácia das políticas públicas de segurança.
Ele observa que enquanto os estados do Sul e Sudeste apresentam uma significativa diminuição dos jovens na população, regiões como o Norte e Nordeste ainda não experimentaram essa mudança, refletindo na violência.
✨ Além disso, estratégias de segurança pública variam amplamente, com estados utilizando diferentes abordagens para enfrentar a criminalidade.
Contexto Adicional
O Pacto pela Vida, implementado em Pernambuco, é um exemplo de política pública exitosa que prioriza a segurança social.
O Crescimento do Armamento Moderno
O estudo também aponta um aumento preocupante no uso de armas mais letais e modernas entre os grupos criminosos. A apreensão de revólveres caiu, enquanto se registrou um crescimento significativo no confisco de pistolas e armas de estilo militar.
As mudanças nas políticas de controle de armas durante a gestão anterior facilitaram o acesso a armamentos, contribuindo para o fortalecimento do crime organizado.
Cerqueira enfatiza que a expansão de armas no mercado legal acabou permitindo que muitas dessas armas fossem desviadas para usos ilícitos.
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