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Justiça
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Julgamento do caso Henry se torna o mais longo na história do RJ

O caso está em andamento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro

Gabriel Azevedo01 de junho de 2026 às 16:15
Julgamento do caso Henry se torna o mais longo na história do RJ

O julgamento do caso Henry no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro atingiu o seu oitavo dia consecutivo nesta segunda-feira, 1º, tornando-se a sessão mais prolongada da história desta instância no estado, superando o caso da ex-deputada Flordelis, que foi condenada a mais de 50 anos de prisão pelo assassinato do ex-marido.

Os réus no caso são Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva. Eles são acusados pela morte do filho de Monique, Henry Borel, que tinha apenas quatro anos quando faleceu em março de 2021. Na época, Jairinho, um vereador pelo quinto mandato, era o padrasto da criança.

O MP alega que Henry morreu devido a agressões físicas de Jairinho, enquanto Monique teria falhado em impedir a violência.

Depoimentos e Revelações do IML

Nesta segunda, o perito do Instituto Médico Legal (IML), Leonardo Huber Tauil, que elaborou o laudo cadavérico de Henry, prestou depoimento. Ele é o 21º especialista a ser ouvido. Durante sua apresentação, Tauil confirmou que a causa da morte foi ‘hemorragia interna devido a lesão hepática por ação contundente’. Ele ainda informou que, após visitar o apartamento onde ocorreu a tragédia, não encontrou nenhum móvel que pudesse explicar a fatalidade, desmentindo a primeira versão dada pelo casal, que alegou que Henry havia caído da cama.

Tauil também mencionou correções necessárias em pontos do laudo, como erros no hospital e na cor dos olhos da criança, justificando que se trataram de lapsos. Imagens do corpo de Henry foram apresentadas durante o depoimento, levando Monique a deixar o plenário mais uma vez.

Testemunhos e Expectativas

Desde o início dos depoimentos, diversas testemunhas foram ouvidas, incluindo o pai de Henry, Leniel Borel, que responsabilizou Monique pela morte do menino. Outras testemunhas, como ex-namoradas de Jairinho, relataram agressões que o ex-vereador teria cometido contra outras crianças no passado. Já Thayná de Oliveira Ferreira, a babá de Henry, afirmou ter alertado Monique sobre suas preocupações em relação a Jairinho.

A partir de terça-feira, 2, espera-se que Jairinho e Monique sejam ouvidos diretamente. A defesa de Jairinho conseguiu uma ordem para que ele depusesse após Monique, alegando que isso é essencial para uma defesa adequada. Os advogados esperam que as defesas sejam apresentadas na quarta-feira, 3, e a sentença pode ser divulgada entre quarta e quinta-feira, data em que o Brasil celebra o Corpus Christi.

Conselho de Sentença

Composto por sete jurados, o Conselho de Sentença do caso está atento a todos os detalhe das audiências. Eles permanecem no tribunal durante os intervalos, sem acesso a informações externas sobre o caso. A juíza Elizabeth Machado Louro preside o júri e será a responsável por determinar a pena em caso de condenação.

  • 1Delegado Edson Damasceno
  • 2Delegada Ana Carolina Medeiros
  • 3Psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro
  • 4Médica Maria Cristina de Souza
  • 5Thayná de Oliveira Ferreira - Babá de Henry
  • 6Coronel Jairo - pai de Jairinho
  • 7Fernanda Abdul Figueiredo - atual mulher de Jairinho

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