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Justiça
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Legado de Marielle Franco e a luta por uma segurança pública justa

O impacto da vereadora no debate atual sobre segurança e democracias no Brasil

Carlos Silva30 de junho de 2026 às 18:45
Legado de Marielle Franco e a luta por uma segurança pública justa

Em 2016, Marielle Franco foi eleita vereadora do Rio de Janeiro, recebendo o apoio de mais de 46 mil eleitores. Quase uma década após sua eleição, seus princípios continuam a influenciar o debate sobre segurança pública no Brasil, provocando questões cruciais sobre como garantir a segurança sem comprometer a democracia e o direito à vida.

Recentemente, a discussão sobre a redução da maioridade penal no Congresso Nacional reacendeu esses questionamentos, reafirmando que o Brasil enfrenta uma encruzilhada: optar por um sistema penal mais severo ou desenvolver políticas públicas que tratem as raízes da insegurança, desigualdade e exclusão social.

Marielle sempre defendeu que segurança pública deve ir além da repressão, pautando a inclusão e a proteção dos direitos humanos.

A trajetória de Marielle e outras líderes, como Benedita da Silva, que a sucedeu no governo fluminense, mostra que é possível implementar uma segurança pública que não perpetue a violência e a guerra nas comunidades. Elas provam que é viável criar um modelo de gestão pública que respeite a vida e os direitos dos cidadãos.

Experiências internacionais também demonstram que investir em cidadania, educação e infraestrutura pode resultar em uma diminuição da violência. Medellín, na Colômbia, é um exemplo claro de que a inclusão social e a promoção de direitos podem transformar realidades historicamente marcadas pela exclusão e pela violência.

A Agenda Marielle Franco, inspirada em seu legado e na colaboração com a sociedade civil, propõe um enfoque integrado para a segurança pública, que liga o combate ao racismo e a ampliação de direitos à redução de desigualdades sociais. Essa nova abordagem busca construir um Brasil onde a juventude negra seja vista como potencial e as periferias não sejam tratadas como problemas.

Com as eleições de 2026 se aproximando, discutir segurança pública também implica explorar a representação política. A composição do Senado, que pretende renovar dois terços de suas cadeiras, terá influência direta nas diretrizes que serão adotadas em relação a direitos humanos e segurança.

Dessa forma, o legado de Marielle Franco não se limita a apelos por justiça, mas também traz propostas concretas. À medida que o Brasil decide entre continuar a investir em políticas de encarceramento ou avançar em um projeto de vida, a escolha feita agora poderá moldar não apenas o futuro da segurança pública, mas o destino do país como um todo.

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