BNDES aprova R$ 87,2 milhões para restauração da Mata Atlântica
Financiamento busca restaurar 1.300 hectares no sul da Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou, na última sexta-feira, um aporte financeiro de R$ 87,2 milhões proveniente do Fundo Clima. O valor será destinado à primeira fase do Projeto Muçununga, que almeja restaurar 1,3 mil hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia.
O projeto será implementado pelas empresas Biomas e Carbon2Nature Brasil em áreas geridas pela Veracel Celulose. Segundo informações do BNDES e das companhias, o plano inclui o plantio de mais de 2 milhões de mudas de espécies nativas, abrangendo oito municípios: Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia.
✨ A operação faz parte da estratégia BNDES Florestas e utiliza recursos do Fundo Clima, que é administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Um aspecto significativo do projeto é a inclusão de mais de 100 espécies nativas, superando a média típica estabelecida pela MSCI Carbon Markets para iniciativas de restauração focadas na captura de carbono. Essa abordagem utiliza o conceito de 'stepping stones', permitindo que as áreas restauradas atuem como pontes em paisagens fragmentadas, favorecendo a recomposição de habitats e o deslocamento da fauna local.
Contexto Relevante
O projeto pretende gerar receita por meio da venda de créditos de carbono, com uma expectativa de aproximadamente 500 mil créditos durante o período de 40 anos.
Além disso, a iniciativa trará benefícios diretos a 14 comunidades vizinhas, promovendo melhorias em renda, infraestrutura e organização comunitária. Para o setor rural, essa operação representa um fortalecimento das ferramentas financeiras voltadas à restauração produtiva e uma economia sustentável, evidenciando a ampliação de investimentos na gestão responsável do solo, recomposição ambiental e serviços ecossistêmicos.
Nos últimos anos, o BNDES também destacou sua mobilização de R$ 7,5 bilhões para preservar e recuperar florestas no Brasil. A implementação da primeira fase do projeto, assim como a manutenção das áreas restauradas e a futura emissão dos créditos de carbono, estará condicionada ao cronograma operacional e aos procedimentos de monitoramento e certificação, cujos detalhes ainda não foram divulgados.
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