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Cacau atinge mínima devido à fraca demanda global por chocolate

Mercado de commodities sofre com revisões de previsão em várias culturas

Giovani Ferreira05 de junho de 2026 às 17:25
Cacau atinge mínima devido à fraca demanda global por chocolate

O contrato de cacau para entrega em julho encerrou a sessão de negócios com queda significativa de 5,12%, sendo negociado a US$ 3.762 por tonelada. Essa desvalorização marca o menor preço em duas semanas, refletindo a diminuição nas expectativas de consumo global de chocolate.

A Barry Callebaut, referência na fabricação de produtos de chocolate, revisou suas previsões de vendas, indicando que a recuperação do volume será mais lenta do que o inicialmente imaginado. Essa nova perspectiva deixou os preços do cacau sob maior pressão.

Café e seu impacto

O mercado de café também sentiu os efeitos do dia, com o contrato de julho registrando uma leve queda de 0,26%, fechando a US$ 2,46 por libra-peso. O arábica chegou a atingir a menor cotação em 19 meses, agravado pela desvalorização do real, que incentiva as exportações brasileiras.

Entretanto, a queda nos preços foi atenuada pela limitação de oferta no mercado físico, com os estoques de café monitorados pela ICE caindo para os níveis mais baixos em cinco meses. A grande colheita prevista no Brasil, com estimativa de 71,9 milhões de sacas na safra 2026/27, aumenta a pressão sobre os preços.

Açúcar e as usinas de cana

Os preços do açúcar também amargaram perdas, com a cotação para julho caindo 0,91%, para 14,14 centavos de dólar por libra-peso. A analista Ana Zancaner, da Czarnikow, apontou que a combinação de preços baixos do açúcar e uma valorização do real torna o etanol uma opção mais rentável para as usinas de cana do Centro-Sul do Brasil.

Apesar da recente queda no preço do etanol, o combustível continua sendo mais lucrativo que o açúcar, levando a Czarnikow a revisar suas previsões para a produção de açúcar para 39,5 milhões de toneladas, reduzindo a estimativa anterior em 500 mil toneladas.

Cotação do algodão

O contrato futuro do algodão registrou uma leve queda de 1,52%, finalizando a US$ 0,7375 por libra-peso. As flutuações recentes nas cotações foram parcialmente impactadas por um fortalecimento do dólar, que pode prejudicar a competitividade do algodão no mercado internacional.

Além disso, a queda no preço do petróleo bruto contribuiu para aumentar a pressão nos preços do algodão, afetando custos e a dinâmica de toda a cadeia de commodities.

Suco de laranja sob atenção

Por fim, o contrato de suco de laranja para julho caiu 5,34%, sendo negociado a US$ 1,59 por libra-peso. A seca na Flórida, principal região produtora de laranja nos Estados Unidos, está gerando preocupações sobre a próximo colheita, embora a previsão indique chuva em níveis normais para esta época do ano.

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As condições climáticas são cruciais para a produção de suco de laranja, e estamos monitorando cuidadosamente a situação na Flórida

Jack Scoville, analista da Price Futures.

Mercado de commodities enfrenta incertezas com revisões e climas adversos.

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