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Ibovespa registra queda de 4% devido a incertezas internas e externas

Índice enfrenta quinta desvalorização consecutiva sob pressão global

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 17:55
Ibovespa registra queda de 4% devido a incertezas internas e externas

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,61%, totalizando 177.283,83 pontos na última sexta-feira (15), acumulando uma desvalorização quase que total de 4% durante a semana. Este é o quinto recuo seguido, reflexo de um clima de aversão ao risco global, catalisado por tensões no Oriente Médio e incertezas nas relações entre Estados Unidos e China.

Desempenho do Índice e Fatores Influentes

Durante o pregão, o índice registrou uma mínima de 175.417,25 pontos, com uma queda de 1,65%, e uma máxima de 178.340,52 pontos, apresentando uma diferença de apenas 0,01%. O volume financeiro foi de R$ 32,2 bilhões, marcado pelo vencimento de opções sobre ações.

Dentre as ações que se destacaram no dia, a Minerva teve um aumento de 7,5% após a divulgação de um balanço financeiro positivo, e a Petrobras ON subiu 2% seguindo a tendência de alta de aproximadamente 3% no preço do petróleo. Por outro lado, a Usiminas teve uma queda de 7%, a Hapvida recuou 6% e a Cosan perdeu 5%.

Relatórios indicam que, apenas em maio, investidores estrangeiros foram responsáveis pela retirada de R$ 6,45 bilhões do mercado brasileiro até o dia 13. Segundo Isabel Lemos, gestora de renda variável da Fator Gestão, o aumento da complexidade da geopolítica está levando a uma realização de lucros, embora o fluxo total do ano ainda permaneça positivo em R$ 50 bilhões.

A alta do petróleo, acima de US$ 101 por barril, também tem contribuído para uma pressão inflacionária significativa, resultando na expectativa de juros elevados por um período mais longo.

No cenário político brasileiro, declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua intenção de concorrer à presidência intensificaram a incerteza no mercado, gerando discussões sobre suas interações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Enquanto isso, Marcos Vinícius Oliveira, economista da ZIIN Investimentos, observa que esse desenrolar amplificou as percepções de incerteza política.

Perspectivas Futuras

A conclusão da semana sugere que os investidores continuarão a demonstrar cautela diante de uma combinação de riscos geopolíticos, aumento das taxas de juros e incertezas políticas. As projeções sobre a trajetória do índice para as próximas sessões ainda não foram disponibilizadas.

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