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Mercado Financeiro
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Mercados asiáticos apresentam fechamento misto em meio a tensões geopolíticas

Incertezas no Oriente Médio impactam desempenho das bolsas na região

Camila Souza Ramos01 de julho de 2026 às 06:15
Mercados asiáticos apresentam fechamento misto em meio a tensões geopolíticas

As bolsas de valores na Ásia e no Pacífico encerraram a quarta-feira (1º) sem uma tendência clara, refletindo incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, particularmente sobre o Estreito de Ormuz. Destaque para o incremento nas cotações do petróleo, que oscilaram em torno da estabilidade.

O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,59%, alcançando 70.474,96 pontos. Os investidores também estavam atentos à desvalorização do iene, que atingiu seus níveis mais baixos em 40 anos frente ao dólar, levantando especulações sobre uma possível intervenção do governo japonês.

Na Coreia do Sul, o Kospi apresentou uma queda de 2,04%, fechando em 8.303,41 pontos, influenciado pela queda nas ações da Samsung Electronics e SK Hynix, que recuaram 5,84% e 3,40%, respectivamente.

Os índices chineses, no entanto, fecharam em alta, impulsionados por dados de atividade manufatureira acima das expectativas.

O Shanghai Composto subiu 0,44%, atingindo 4.112,45 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve um aumento de 0,39%, fechando em 2.851,81 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 1,94%, para 47.018,99 pontos. O mercado de Hong Kong não abriu por conta de feriado local.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 0,64%, para 8.722,90 pontos. A movimentação no mercado de energia mostrava o petróleo oscilando próximo da estabilidade, apesar da queda do Brent em mais de 1% no fim da madrugada.

Contexto sobre o Estreito de Ormuz

Cerca de 20% do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz. As preocupações sobre o fluxo de petróleo têm sido intensificadas pelas tensões geopolíticas na região.

Segundo Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, os mercados de petróleo continuam a precificar um retorno gradual à normalização da oferta, mas o tráfego pelo Estreito de Ormuz ainda não se recuperou aos níveis anteriores ao conflito.

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