Milho futuro em alta impulsionado por exportações e câmbio
Cotações da B3 não acompanham queda de Chicago

O mercado futuro de milho se destacou na quinta-feira, alcançando uma valorização nas cotações, graças a melhorias nas expectativas de exportação e a uma valorização significativa do dólar. A TF Agroeconômica apontou que essa valorização da moeda americana ajudou a B3 a se descolar das quedas observadas na Bolsa de Chicago.
Com a redução da capacidade de exportação da Ucrânia e a quebra de safra na Europa, os milhos do Brasil e dos EUA ganharam destaque no mercado internacional, resultando em uma alta nos prêmios de exportação para os meses de outubro e novembro. Esse movimento reforça a expectativa de que a demanda pelo milho brasileiro aumentará.
✨ Na B3, a soja para setembro de 2026 fechou a R$ 68,40, com alta de R$ 0,24, enquanto a cotação para novembro ficou em R$ 72,16, alta de R$ 0,45. Já para janeiro de 2027, o preço se estabeleceu em R$ 74,47, um ganho de R$ 0,32.
Entretanto, a liquidez no mercado permanece baixa em vários estados. No Rio Grande do Sul, os preços oscilam entre R$ 57 e R$ 65 por saca, com uma média de R$ 59,02. Em Santa Catarina, a diferença entre as ofertas e pedidos mantém o mercado estagnado, com pedidos próximos de R$ 60 e ofertas em torno de R$ 55.
No Paraná, a colheita da segunda safra avançou para 16%, mas fatores como alta umidade, os custos de secagem e algumas perdas de qualidade têm tornado o progresso das colheitas mais lento. Em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca.
"A Conab manteve a estimativa de 12,47 milhões de toneladas para a segunda safra, significando uma queda de 5,4% em relação ao ciclo anterior, mesmo com uma área 2,7% maior, devido à redução da produtividade e ao ritmo lento da colheita.
Contexto
As informações sobre o mercado de milho destacam a relação entre fatores internos e externos que influenciam diretamente as cotações e a dinâmica de oferta e demanda para o grão no Brasil.
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