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Cibersegurança se torna prioridade estratégica nas empresas brasileiras

Avanço na digitalização transforma o papel do profissional de TI

Acro Rodrigues30 de abril de 2026 às 13:35
Cibersegurança se torna prioridade estratégica nas empresas brasileiras

A transformação digital tem elevado o papel do especialista em cibersegurança nas empresas brasileiras, que antes era associado a questões técnicas, como a resolução de problemas de TI, mas agora se tornou uma presença crucial nas estratégias corporativas.

Dados recentes do relatório da plataforma Splunk mostram que 82% dos responsáveis pela cibersegurança agora se reportam diretamente ao CEO, enquanto 83% participam com frequência das reuniões do conselho administrativo. Esta mudança de foco reflete a crescente percepção do risco cibernético como um problema de negócio, afetando diretamente a reputação e o valor de mercado das empresas.

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À medida que os negócios se tornam mais digitais, a cibersegurança deixa de ser apenas uma função técnica e passa a integrar a estratégia corporativa. O CISO precisa traduzir riscos tecnológicos em impactos para o negócio e apoiar decisões que envolvem inovação e proteção de dados

Fernando Dulinski.

Descompasso no Brasil

Apesar da tendência global, o cenário brasileiro ainda apresenta desafios significativos. O Relatório Nacional de Cibersegurança, do Cyber Economy Brasil, revela que 83% das empresas do país não contam com um executivo exclusivo para a cibersegurança, comprometendo a eficácia da gestão de riscos.

70% dos conselhos brasileiros não discutem cibersegurança com regularidade.

Com a maior parte das organizações ainda tratando os ataques cibernéticos como problemas isolados, muitos diretores perdem a visão holística necessária para enfrentar esses desafios, o que pode resultar em sérios danos operacionais e à reputação.

Mudança necessária no perfil profissional

Hoje, os profissionais de TI devem ser capazes de comunicar-se efetivamente com o conselho, entender indicadores financeiros e colaborar com diversos setores da empresa, como jurídico e comunicação. Essa habilidade de traduzir cibersegurança em termos de negócio é essencial para quem deseja prosperar nesse novo paradigma.

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A cibersegurança não é mais um custo, mas um pilar de confiança. O novo CISO precisa ter visão estratégica e fluência financeira

Fernando Dulinski.

Futuro das empresas ante a cibersegurança

Consolidar a segurança da informação como um pilar fundamental da gestão é uma necessidade emergente para as empresas. Aqueles que elevam a cibersegurança ao centro de suas estratégias estarão mais preparados para mitigar riscos e proteger contratos valiosos, enquanto aqueles que adiariam essa discussão continuarão vulneráveis a incidentes ruins.

Com a regulamentação avançando e investidores cada vez mais exigentes, o papel do especialista em TI deve evoluir e ganhar destaque nos próximos anos, refletindo nas dinâmicas competitivas de setores variados, do varejo a serviços públicos.

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