Decisão judicial suspende proteção da produção diária do grupo

O Grupo Itajobi, responsável por diversas usinas de açúcar e álcool, está enfrentando sérios obstáculos legais enquanto tenta reestruturar sua dívida, que gira em torno de R$ 3,7 bilhões. O desembargador Rui Cascaldi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou o pedido da VA&E Trading do Brasil e suspendeu parcialmente uma decisão que protegia a penhora de 15% da produção diária das três usinas do grupo.
Na determinação, o desembargador sustentou que as empresas que compõem o Grupo Itajobi não atendem, neste momento, aos requisitos necessários para solicitar a recuperação judicial. Cascaldi destaca que a suspensão do bloqueio judicial deve ser voltada para as empresas que demonstram viabilidade e transparência nas suas documentações, o que não se aplica ao grupo em questão.
✨ Decisão judicial permite que a VA&E Trading possa executar dívidas, aumentando a pressão sobre o Grupo Itajobi.
O magistrado também alertou para o risco de prejuízo irreparável à VA&E Trading, considerando a possibilidade de um colapso financeiro no Grupo Itajobi. A decisão levanta questões significativas sobre a possibilidade de recuperação da empresa e suas implicações para os credores.
Após a decisão, a assessoria jurídica do Grupo, Martinez & Associados, expressou sua descontentamento, afirmando que a medida oferece tratamento desigual aos cerca de quatro mil credores do grupo. Eles ressaltaram que a medida deve beneficiar todos os credores e não apenas um individualmente.
Além disso, a defesa do grupo destaca que a recente decisão pode prejudicar as negociações que estão agendadas para o dia 24 de agosto, uma vez que promove uma desigualdade nas posições das partes envolvidas. A tentativa de acordo pode ser comprometida, uma vez que a negociação se baseia na equidade entre todos os credores.
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