Mudanças nas normas de emissões e fim de crédito tributário impactam vendas.

A Honda anunciou um prejuízo anual, o primeiro desde 1955, devido a mudanças nas regulamentações de veículos elétricos nos Estados Unidos.
A montadora, junto a outras gigantes da indústria automotiva, revisou suas metas para veículos elétricos após o governo Trump alterar as normas de emissões e cancelar um crédito fiscal de US$ 7.500 para compradores de elétricos. As vendas desses veículos despencaram após o fim do incentivo em setembro, e a alta no preço da gasolina não gerou o aumento esperado na demanda.
✨ Honda registrou um prejuízo líquido de 403,3 bilhões de ienes, ou US$ 2,6 bilhões.
As montadoras haviam previamente planejado investimentos massivos em uma linha de veículos totalmente elétricos. Entretanto, a revogação das normas mais restritivas fez com que as fabricantes reavaliassem sua estratégia, priorizando a produção de caminhonetes e SUVs, mais lucrativas.
No ano fiscal encerrado em março, a Honda registrou uma perda impactante de 1,6 trilhão de ienes, cerca de US$ 10 bilhões. Diferente de um lucro potencial de US$ 7,4 bilhões, a montadora enfrenta a necessidade de uma baixa contábil em seu investimento anterior em elétricos para o ano fiscal em curso.
Esse cenário é refletido em outras montadoras, como a General Motors, que reportou uma baixa de US$ 7,2 bilhões, e a Ford, com uma perda contábil de US$ 17,4 bilhões. A Stellantis também sofreu, com uma baixa de 25,4 bilhões de euros, totalizando US$ 29,7 bilhões.
Apesar dos desafios, a corrida para atender futuras normas de emissões mais rigorosas continua, especialmente na Europa e na Ásia. Nos Estados Unidos, a Califórnia movimenta-se em direção a uma proibição da venda de carros a gasolina até 2035. As montadoras também se preocupam com a crescente presença de fabricantes chineses no mercado de elétricos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Negócios

Montadora discute reestruturação que pode resultar em fechamento de fábricas

Company reporta perdas significativas ainda com aumento no EBITDA ajustado

Crescimento acentuado em meio à queda nas exportações nacionais

A fabricante japonesa muda parte da produção da Tacoma, mas a maioria opta por tarifas.