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Leilão de vinhos atribuídos a Stalin promete agitar o mercado

A coleção de Nicolau II está prestes a ser leiloada na Geórgia.

Tiago Abech20 de junho de 2026 às 05:05
Leilão de vinhos atribuídos a Stalin promete agitar o mercado

Um leilão de uma notável coleção de vinhos, atribuída ao último czar da Rússia, Nicolau II, está programado para ocorrer na Geórgia, despertando a atenção de colecionadores e imprensa mundial.

Uma Coleção Histórica

Nos anos 1990, o negociante de vinhos raros John Baker recebeu uma proposta intrigante: uma lista de garrafas antigas, incluindo rótulos de Bordeaux e Borgonha, que pertenciam a Nicolau II. A história conta que estes vinhos se tornaram propriedade do Estado soviético após a Revolução Russa, em 1917, e foram escondidos para evitar saques durante a Segunda Guerra Mundial.

A coleção, que inclui cerca de 40 mil garrafas, foi anunciada pelo Ministério da Agricultura da Geórgia e sua renda financiará uma escola de vinhos.

O Leilão e suas Implicações

O leilão, programado para captar a atenção global para a Geórgia, levantou questões sobre a autenticidade dos vinhos. Enquanto um colecionador dos EUA comparou a descoberta a uma cena de Indiana Jones, a jornalista Alexandra Forbes expressou ceticismo sobre a quantidade e conservação das garrafas.

"

Não há 40 mil garrafas e muitas delas não estão bem conservadas

Alexandra Forbes

Origem e Mitos

Apesar de a geografia russa ser rica em vinho, dúvidas persistem sobre as origens das garrafas atribuídas a Stalin e aos Romanov. Especialistas se perguntam se as garrafas realmente pertenceram ao czar ou se representam mais um mito do que um fato.

Historicamente, a vinificação na Geórgia remonta a oito mil anos e é reconhecida pela UNESCO. A narrativa em torno do leilão levanta questões sobre o que é real e o que pode ser apenas mito, echoando a famosa frase do filme 'O Homem Que Matou o Facínora' sobre lendas e fatos.

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