Estreia discreta na Bolsa de Hong Kong avalia a empresa em US$ 26,3 bilhões.

A Shein, uma das líderes do setor de fast-fashion, fez sua inauguração no mercado acionário de Hong Kong nesta terça-feira (1º), levantando a impressionante quantia de R$ 8,8 bilhões (US$ 1,7 bilhão) com sua oferta pública inicial.
Embora a empresa tivesse esperanças de listar suas ações em mercados como Nova York e Londres, problemas regulatórios a levaram a optar por Hong Kong. A aprovação das autoridades chinesas, recebida em julho, foi um passo crucial para essa transação.
No entanto, as ações da Shein tiveram um início conturbado, chegando a cair 10% logo após a abertura do pregão. Após essa flutuação, as ações se estabilizaram, fechando com uma leve queda de 0,1%, negociando a US$ 6,18.
✨ A avaliação total da empresa na estreia foi de cerca de US$ 26,3 bilhões, um valor reduzido em comparação ao quase US$ 100 bilhões esperado em rodadas anteriores de financiamento.
Os recursos obtidos serão utilizados para reforçar a infraestrutura tecnológica e intensificar a presença global da marca, que tem enfrentado críticas relacionadas ao impacto ambiental e aos direitos dos trabalhadores.
A Shein transferiu sua sede para Singapura entre 2021 e 2022, uma estratégia analisada como tentativa de se desassociar politicamente da China, enquanto lidava com uma crescente concorrência no mercado de e-commerce.
A empresa já contava com cerca de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa até o final de 2025, posicionando-a como uma das maiores plataformas de comércio eletrônico, ao lado de grandes rivais como Amazon e AliExpress.
"A fraqueza inicial da cotação sugere que os investidores querem provas, não apenas promessas."
A Shein registrou um lucro significativo no ano passado, mas também enfrentou perdas consideráveis nos primeiros meses de 2026, atribuídas à eliminação de isenções tarifárias nos EUA e novas tarifas impostas pela União Europeia.
Além disso, a França implementou recentemente impostos sobre moda rápida, visando grandes plataformas asiáticas, destacando como as condições de mercado estão se tornando mais desafiadoras.
O CEO da Shein, Sky Xu, fez um discurso na província de Guangdong, prometendo um realinhamento estratégico com suas raízes chinesas, o que pode indicar uma nova fase para a empresa em sua trajetória.
Apesar da estreia sob scrutiny, especialistas acreditam que a bolsa em Hong Kong poderá trazer uma nova narrativa para a Shein.
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