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    Política
    2 min de leitura

    Câmara dos Deputados discute criminalização da misoginia

    Parlamentares querem votação de projeto antes do recesso

    Gabriel RodriguesAtualizado 14 de julho às 19:10
    A
    Câmara dos Deputados discute criminalização da misoginia
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    A bancada feminina da Câmara dos Deputados está exigindo a inclusão de um projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo na pauta de votação, com o objetivo de aprovar a proposta antes do recesso parlamentar que inicia no dia 18 de dezembro.

    A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou que esperar após a eleição para discutir a proposta se alinha a um discurso de ódio que afeta as mulheres. A pressão por parte das parlamentares levou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a se comprometer com a votação antes do recesso, apesar do recuo recente em função de Deputados religiosos que expressaram preocupações sobre possíveis 'interpretações equivocadas'.

    ✨ O projeto propõe penas de 2 a 5 anos de prisão para a prática de injúria com base na condição de mulher, equiparando-a à injúria racial.

    Jack Rocha (PT-ES), coordenadora-geral dos direitos da mulher, enfatizou que o Brasil não pode ser um país que perpetua a violência contra as mulheres, enquanto a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) argumentou que o projeto não limita a liberdade religiosa ou de expressão, mas sim criminaliza a incitação e prática da violência sob qualquer pretexto.

    A relatora do projeto, Tábata Amaral (PSB-SP), ressaltou que a proposta deveria ser tratada com a prioridade que merece e criticou a interferência de narrativas eleitorais na discussão do tema. Ela reafirmou o compromisso que as parlamentares assumiram com as mulheres brasileiras e pressionou pela votação imediata.

    Contexto

    A proposta, que já foi aprovada no Senado, também sugere aumentar a pena para atos de misoginia, que incluem discriminações dirigidas às mulheres e a suspensão de perfis em redes sociais utilizados para praticar tais atos.

    A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) pediu ao presidente Hugo Motta que fosse cumprido o pacto estabelecido entre o Executivo e a Câmara, solicitando a inclusão da proposta na pauta de votação. Ela afirmou que a violência contra a mulher é uma realidade inegável e deve ser tratada com urgência.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Política com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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