Câmara e senador em voo com empresário envolvido na Lava Jato
Investigação aponta irregularidades em voo particular de luxo

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) estavam a bordo de um voo particular que também transportava Fernando Cavendish, empresário condenado pela Operação Lava Jato, trazendo à tona preocupações sobre possíveis implicações éticas.
Sobre Cavendish e o Voo
Cavendish, ex-dono da empreiteira Delta, foi condenado em 2018 por corrupção, após confissões de pagamento de propina ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a promessa de ressarcimento aos cofres públicos. O voo, datado de 20 de abril de 2025, inclui quatro parlamentares e virou objeto de investigação da Polícia Federal.
✨ Cavendish é uma figura central em um dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira.
Investigação e Consequências
A investigação surgiu após irregularidades na fiscalização das bagagens, que não passaram pelo raio-X ao desembarcar no Aeroporto Catarina, em São Roque. O caso inicialmente envolvia prevaricação e contrabando, mas ao receber a lista de passageiros, a investigação foi transferida ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolver parlamentares com foro privilegiado.
Contexto sobre Cavendish
Fernando Cavendish ficou notório após ser associado à 'farra dos guardanapos', um escândalo que expôs o desperdício de recursos públicos em festas luxuosas.
Além de Motta e Nogueira, outros dois deputados, Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), também estavam no avião. Os parlamentares não comentaram a presença de Cavendish até o momento da publicação desta matéria.
O proprietário da aeronave, Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, teve seu nome também associado ao caso. Lima se destacou ao depor em uma CPI no Senado, onde negou ser proprietário de uma plataforma de apostas online investigada.
O inquérito agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República para decidir os próximos passos da investigação.
Em nota, o piloto do voo, José Jorge de Oliveira Júnior, defendeu que segue os procedimentos regulamentares e que cada passageiro é responsável por suas bagagens.
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