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política
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Chanceler da Alemanha desaconselha filhos a estudar nos EUA

Friedrich Merz critica clima social e oportunidades nos Estados Unidos

Tiago Abech16 de maio de 2026 às 08:00
Chanceler da Alemanha desaconselha filhos a estudar nos EUA

O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, expressou preocupação ao afirmar que não recomendaria a seus filhos buscarem oportunidades de estudo ou trabalho nos Estados Unidos, citando o atual 'clima social' no país.

A declaração foi feita durante um debate com jovens no Encontro Católico em Würzburg, onde Merz destacou que mesmo os indivíduos mais qualificados estão encontrando dificuldades significativas para se inserir no mercado de trabalho americano.

Merz criticou o 'capitalismo puro' e defendeu uma abordagem mais equilibrada para a economia.

Ele afirmou: 'Hoje, não aconselharia meus filhos a irem para os EUA, estudar ou trabalhar lá, devido ao clima social que se instaurou repentinamente'. O chanceler, pai de três filhos, enfatizou sua admiração pelos Estados Unidos, mas declarou que, no momento, sua apreciação não tem aumentado.

Merz também sugeriu que as empresas precisariam adotar uma 'economia social de mercado' que se aproxime mais do modelo alemão, em contraste com o modo de operação nos EUA, instando os jovens a serem mais otimistas em relação às oportunidades disponíveis na Alemanha.

Em resposta, Richard Grennel, ex-embaixador dos EUA na Alemanha, criticou Merz nas redes sociais, alegando que o chanceler não possui uma estratégia clara e é influenciado pela chamada 'mídia woke'.

Anteriormente, Merz já havia alfinetado o ex-presidente Donald Trump, mencionando que o Irã estava 'humilhando' os Estados Unidos durante negociações internacionais.

Recently, o chanceler revelou que teve uma conversa com Trump, caracterizando-a como 'boa', apesar das discordâncias recentes, reiterando que Estados Unidos e Alemanha permanecem aliados fortes dentro da OTAN.

Contexto

A relação entre EUA e Alemanha tem sido marcada por tensões nas últimas décadas, especialmente com a ascensão de movimentos políticos polarizados e divergências em políticas externas.

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