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política
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Diplomacia brasileira deve agir firme contra classificação de facções

Reginaldo Nasser analisa a postura do Brasil em relação à decisão dos EUA

Ricardo Alves29 de maio de 2026 às 13:00
Diplomacia brasileira deve agir firme contra classificação de facções

A postura da diplomacia brasileira nas negociações sobre a política tarifária de Donald Trump serve de referência para a recente classificação das facções PCC e Comando Vermelho como 'narcoterroristas', de acordo com Reginaldo Nasser, professor da PUC-SP.

Em entrevista ao canal de YouTube de CartaCapital, Nasser enfatizou que o governo brasileiro deve se posicionar de maneira firme e clara em fóruns internacionais, sem implementar políticas de reciprocidade até que as implicações das decisões sejam totalmente compreendidas.

A postura do Brasil irritou autoridades da Casa Branca.

O professor mencionou a incerteza sobre a arbitrariedade da decisão do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após a visita do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro a Washington.

"

A incerteza é grande: 'Pode não acontecer nada e pode acontecer tudo.'

Reginaldo Nasser

Nasser considera improvável que os Estados Unidos realizem operações militares em solo brasileiro, já que o PCC e o Comando Vermelho operam em áreas urbanas densamente povoadas, o que torna tais operações extremamente complexas.

Sobre os possíveis benefícios eleitorais para Flávio Bolsonaro, ele acredita que a situação poderia ter um efeito adverso. As novas restrições podem complicar a vida dos brasileiros que viajam ou mantêm negócios nos EUA. 'Poderá desviar a atenção das relações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro por um tempo, mas será apenas um 'voo de galinha', afirma Nasser.

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