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EUA acusam Alex Saab de lavagem de dinheiro ligada a Maduro

Implicações de novos vínculos entre a administração Trump e a Venezuela

Carlos Silva18 de maio de 2026 às 20:35
EUA acusam Alex Saab de lavagem de dinheiro ligada a Maduro

As autoridades americanas formalizaram acusações de lavagem de dinheiro contra Alex Saab, ligado ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, revelando um novo nível de colaboração entre o governo Trump e a administração venezuelana.

Desdobramentos da Deportação de Saab

Saab foi deportado pelo governo interino da Venezuela, sob a liderança de Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Esta ação foi justificada por razões de segurança nacional, apontando para uma coordenação mais próxima entre as autoridades de ambos os países.

Alex Saab, ex-ministro e aliado de Maduro, é acusado de usar empresas fictícias para roubar verbas destinadas a alimentos na Venezuela.

Nos documentos judiciais, os promotores alegam que Saab, de 55 anos, conspirou para subornar funcionários do governo venezuelano e movimentou vastas quantias de dinheiro através de contas bancárias nos Estados Unidos, enriquecendo-se de forma ilícita. Sua primeira audiência ocorreu na tarde desta segunda-feira em um tribunal em Miami.

Esquemas de Lavagem e Suborno

Os promotores detalharam um esquema abrangente iniciado em 2015, no qual Saab e outros usaram documentação fraudulenta para desviar centenas de milhões de dólares em recursos destinados à aquisição de alimentos para a população venezuelana.

Desde 2019, Saab e colaboradores teriam vendido bilhões de dólares em petróleo sob falsas alegações, com os lucros também sendo transferidos por meios não lícitos para contas nos EUA, complicando ainda mais a situação financeira da Venezuela.

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"Essas acusações são resultado do esforço contínuo da DEA em desmantelar as redes corruptas na Venezuela", afirmou Terrance Cole, administrador da Agência de Repressão a Drogas dos EUA.

Contexto Adicional

Esta não é a primeira acusação contra Saab. Em 2020, ele foi detido em Cabo Verde e posteriormente extraditado para os EUA, onde recebeu clemência em 2023 após negociações que envolviam cidadãos americanos detidos na Venezuela.

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