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política
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Investigações sobre emendas culturais ligadas a Bolsonaro ganham sigilo

Ministro Flávio Dino abre processo sobre uso de emendas em filme

Acro Rodrigues15 de maio de 2026 às 11:25
Investigações sobre emendas culturais ligadas a Bolsonaro ganham sigilo

O ministro do STF, Flávio Dino, anunciou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação sobre a possível manipulação de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais, incluindo um filme que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa investigação será mantida sob sigilo, conforme a decisão do ministro. A ação foi motivada por uma denúncia apresentada no início do ano pela deputada federal Tabata Amaral, que afirmou que as emendas podem estar sendo utilizadas para fins de marketing eleitoral e promoção da obra sobre Bolsonaro.

Desde então, Tabata alegou a existência de um grupo de empresas interconectadas que operam como se fossem uma única entidade, compartilhando endereço e gestão.

A deputada detalhou que deputados do PL teriam destinado R$ 2,6 milhões a uma dessas empresas via "emendas pix" e que, em seguida, contrataram serviços de marketing de outras empresas relacionadas. Entre os envolvidos nesta transação estão nomes como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio.

Mário Frias, ex-secretário de Cultura sob a gestão Bolsonaro e também produtor do longa, é outro nome mencionado. Ele teria direcionado recursos para outra empresa do grupo, posteriormente contratando serviços de campanha de uma companhia associada.

Contexto

A denúncia de Tabata foi anexada a um processo mais amplo que demanda maior transparência nas emendas parlamentares, que já são alvo de investigação há anos.

Após receber a denúncia, Flávio Dino convocou a Câmara dos Deputados e três parlamentares do PL para se manifestarem, mas até o momento, apenas Mário Frias não se pronunciou.

A decisão do ministro para separar essa denúncia do processo original de emendas se deu após uma reportagem do The Intercept que revelou que Flávio Bolsonaro teria solicitado cerca de R$ 130 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme.

Embora inicialmente negasse a acusação, Flávio admitiu ter feito o pedido, defendendo que não há problema em buscar investimento privado na produção de uma obra sobre seu pai. Tanto ele quanto Mário Frias asseguram que o projeto é financiado com recursos privados.

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'Dark Horse' é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional', afirmou Flávio.

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