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política
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Keiko Fujimori é confirmada como presidente do Peru em meio a polêmica

Roberto Sánchez admite vitória, mas critica irregularidades no pleito

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 21:35
Keiko Fujimori é confirmada como presidente do Peru em meio a polêmica

O ex-candidato a presidência do Peru, Roberto Sánchez, reconheceu nesta segunda-feira, 6, a vitória de Keiko Fujimori, proclamada presidente eleita pelo Júri Nacional de Eleições (JNE). Contudo, ele reiterou que o processo eleitoral foi permeado por irregularidades.

Na última sexta-feira, o JNE declarou Fujimori vencedora para o período de 2026 a 2031, com 50,135% dos votos, enquanto Sánchez recebeu 49,865%. Essa decisão conclui um dos capítulos mais acirrados da história política peruana.

Sánchez e líderes de outros partidos de esquerda formaram uma coalizão de oposição para garantir um 'controle político firme'.

Em um comunicado conjunto, o partido Juntos pelo Peru, de Sánchez, e outras duas agremiações, indicaram: ‘Reconhecemos a proclamação do JNE, mas isso não significa renunciar ao nosso direito de apontar as irregularidades ocorridas no pleito’.

Os partidos também têm como objetivos revogar leis recentes que consideram favoráveis ao crime e lutar pela libertação do ex-presidente Pedro Castillo, que se encontra encarcerado após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022.

Após a eleição em 7 de junho, que teve a apuração concluída após três semanas, Sánchez contestou a legitimidade dos votos, sobretudo os provenientes do exterior. O JNE já rejeitou seus pedidos de anulação de votos, alegando falta de fundamentos nas suas reivindicações.

Contexto

Keiko Fujimori tomará posse em 28 de julho e seu retorno ao poder marca uma nova fase do fujimorismo após 26 anos da queda de seu pai, Alberto Fujimori, cujos mandatos ainda geram divisões no país.

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