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política
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Lula critica tarifas dos EUA e não pede reunião com Trump

Presidente brasileiro expressa insatisfação com medidas americanas.

Mariana Souza17 de junho de 2026 às 16:20
Lula critica tarifas dos EUA e não pede reunião com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua insatisfação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, durante conversa com a imprensa em Évian-les-Bains, França, nessa quarta-feira.

Em resposta a perguntas sobre uma possível reunião com o presidente americano, Donald Trump, Lula afirmou que não solicitou um encontro, pois está mantendo negociações em andamento. Ele criticou o governo americano, chamando as ações de Trump de ‘desaforadas’.

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Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador.

Durante a conversa, Lula também mencionou um documento que entregou a Trump sobre o combate ao crime organizado, enfatizando a disposição do Brasil em colaborar nesse aspecto. 'Entreguei por escrito, porque eu não quero só falar', ressaltou o presidente.

Lula alertou que todas as armas apreendidas pela Polícia Federal têm origem em Miami e criticou a lavagem de dinheiro ocorrendo em Delaware.

Além disso, o presidente fez referência a um antigo acordo com o Irã, sugerindo que a aceitação desse pacto por Trump poderia ter evitado conflitos posteriores, como o ataque que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei.

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Se ele estivesse aceito o nosso acordo, não precisaria ter matado o Khamenei, não precisaria ter bombardeado o Irã.

Lula também expressou surpresa pela designação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA, esclarecendo que essas organizações buscam dinheiro e não têm os mesmos objetivos que os grupos considerados terroristas nos Estados Unidos.

O presidente brasileiro finalizou afirmando que, embora as negociações estejam em andamento, não hesitará em contatar Trump novamente caso seja necessário.

A expectativa de Lula é que as negociações continuem, apesar das tensões atuais.

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