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política
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Lula critica taxa de 20% dos EUA para proteção no Estreito de Ormuz

Presidente denuncia impacto sobre os preços de alimentos no Brasil

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 15:40
Lula critica taxa de 20% dos EUA para proteção no Estreito de Ormuz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua indignação, nesta segunda-feira (13), contra a taxa de 20% anunciada pelos Estados Unidos para a proteção de navios no Estreito de Ormuz. Durante uma visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, localizado em São Caetano do Sul (SP), Lula descrito tal imposição como uma forma de 'pirataria'.

Ele destacou que os efeitos do conflito na região já reflexam diretamente no mercado brasileiro, elevando os preços de alimentos. Em particular, mencionou itens essenciais como feijão, arroz, tomate e cebola, enfatizando que o aumento nos custos dos combustíveis influenciado pela guerra já chega às prateleiras dos supermercados.

A postura do governo dos EUA foi reforçada por uma postagem do presidente Donald Trump, que se autodenominou 'guardião' do estreito e anunciou a combinação de um bloqueio a navios iranianos. Lula criticou essa medida, ligando-a aos altos preços que os consumidores brasileiros enfrentam.

Lula defende a transição para combustíveis renováveis em resposta à crise de preços.

O presidente também ressaltou que a única razão pela qual os preços dos combustíveis não subiram mais no Brasil foi pela implementação de uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo, uma estratégia para proteger o mercado interno.

Em seu discurso, Lula enfatizou a importância da transição energética e a necessidade de aumentar o uso de fontes renováveis. Embora reconheça a continuidade da pesquisa em petróleo, ele advertiu que o Brasil deve se preparar para uma menor dependência de combustíveis fósseis.

Ao abordar alternativas energéticas, Lula criticou a taxa dos EUA, afirmando que o Brasil pretende cobrar 'apenas o preço justo' por sua produção. Defendeu também o uso de carros híbridos, considerando-os mais vantajosos em comparação aos elétricos, devido à combinação de eletricidade e etanol.

Contexto

O Estreito de Ormuz é um canal estratégico para o transporte de petróleo, e a crescente tensão na região tem gerado incertezas no mercado global, afetando diretamente os países que dependem da importação de combustíveis.

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