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Lula orienta Wagner a renunciar após investigações sobre propinas

Discussões na próxima semana podem definir futuro político do senador

Mariana Souza19 de junho de 2026 às 10:35
Lula orienta Wagner a renunciar após investigações sobre propinas

Na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, para discutir o futuro político do senador, diante das recentes investigações em andamento.

Lula, que está na Bahia, recebeu relatos de que as justificativas apresentadas por Wagner sobre a aquisição de um apartamento em Salvador foram consideradas insatisfatórias. Há uma pressão crescente para que o senador renuncie ao cargo e, assim, possa se dedicar à sua defesa jurídica.

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Wagner é político. Sabe melhor do que ninguém os efeitos do episódio. É melhor deixar a liderança e fazer sua defesa jurídica. Uma coisa é o tempo da Justiça. Outra coisa é o tempo da política.

Investigação da Polícia Federal

As investigações da Polícia Federal (PF) estão centradas na relação de Wagner com o ex-banqueiro Augusto Lima, principalmente após a revelação de que Wagner buscou ajuda de Lima para adquirir o apartamento enquanto o edifício ainda estava em construção. O plano seria ressarcir Lima posteriormente pela compra do imóvel.

Integrantes do governo e do PT acreditam na iminente saída de Wagner do cargo após as investigações que o ligam ao Banco Master.

As autoridades apuram se Wagner favoreceu projetos de interesse do grupo financeiro em troca de vantagens, como pagamentos de propinas e a oferta de um luxuoso apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, além de outros benefícios, como o uso de jatos particulares.

Detalhes da Investigação

A PF investiga repasses de propinas que totalizariam R$ 3,5 milhões, esboçando uma conexão entre Wagner e sua família, com indícios de que seu enteado e nora estão envolvidos em transações suspeitas.

Além disso, um das transações investigadas inclui a compra de ingressos para um show em Los Angeles, que custou mais de R$ 63 mil, pagos por uma empresa associada ao senador.

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