Presidente afirma que manipulações digitais podem prejudicar a verdade nas urnas

Durante evento em Camaçarí (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma proposta com 14 medidas voltadas a restringir o uso da inteligência artificial (IA) nas eleições, destacando o risco de manipulação de informações que possam beneficiar candidatos desonestos.
Lula ilustrou suas preocupações ao compartilhar uma conversa que teve com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, que sugeriu proibir a IA dois dias antes do pleito. Segundo o presidente, essa proibição é 'maravilhosa', uma vez que a capacidade de reproduzir imagens e vozes pode criar falsidades de forma convincente.
✨ O presidente enfatizou que a IA deve ser usada para o bem, mas não em campanhas eleitorais, onde a verdade é primordial.
Lula reconhece as contribuições da inteligência artificial em setores como saúde e educação, mas questiona sua necessidade durante as eleições. Ele argumentou que, em momentos decisivos como esse, os eleitores precisam ter clareza sobre quem estão votando, e não ser induzidos a erro por tecnologias que geram enganos.
"Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira.
O presidente fez uma analogia ao sugerir que ninguém escolheria um padrinho para seu filho baseado somente em uma imagem ou voz artificial, enfatizando a importância das relações humanas reais, especialmente na política. Ele reafirmou que, se eleito, um candidato deve representar a verdade e o que realmente é capaz de cumprir.
Lula mencionou que a política deve ser 'o templo da verdade' e reforçou que aqueles que mentem nela não devem prosperar.
Por fim, ele alertou que a verdade, embora possa demorar a ser reconhecida, é inevitável. 'Minha mãe dizia: mentira tem perna curta', finalizou, sublinhando a importância da transparência e da honestidade na política.
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Jornalista especializado em política




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